O candidato a reitor pela Chapa 2 – UFMS Para Todos – professor Antonio Osório, participa de debate oficial, nesta quarta-feira (16.05), 8h00, no Centro Universitário de Corumbá (CEUC) e às 19h00, no Centro Universitário de Aquidauana, onde vai detalhar para a comunidade acadêmica suas visão da universidade e do ensino superior e sua plataforma de gestão para UFMS.
no debate realizada no Centro Universitário de Ponta Porã, na quarta-feira passada, Osório
defendeu que a continuidade da política de expansão e interiorização dos cursos da UFMS deve acontecer de formar a garantir a qualidade, com planejamento e dotação orçamentária democratizada.

Chapa 2 - UFMS Para Todos - professor Antonio Osório
Antonio Osório apontou que uma política de fortalecimento e de criação de novos cursos de graduação e pós-graduação deve estar acompanhada por transparência orçamentária, prévia contratação de professores, técnicos administrativos, manutenção dos campi com acervos para as bibliotecas e laboratórios de informática e avaliação institucional debatida democraticamente sobre a vocação e o papel de cada unidade no contexto regional ao qual está inserido. “Temos que parar com a política irresponsável de primeiro criamos os cursos, depois a gente vê como é que fica”.
O candidato defendeu também que a criação de novos cursos seja acompanhada de uma reflexão do sobre o perfil profissional que a UFMS pretende colocar no mercado, pois a política de expansão sem levar em consideração a demanda de mercado e o papel da instituição na produção do saber pode alimenta a política de formação de reserva de mercado, situação que já vem existindo em segmentos onde os profissionais já são mal remunerados e já ganham salários aviltantes. “Vejo como positiva a criação do curso de Medicina em Três Lagoas, agora ele não deve acontecer nos moldes que ocorreu com o curso de Dourados, em os alunos demoraram 8 anos para se formarem.
Defendeu a transformação do Centro de Ponta em em Referência para a sociedade. Também uma política de criação de novos cursos, principalmente no interior, acompanhada de política de assistência estudantil, bolsa de estudo, com moradia e garantia de alimentação.
Flexibilização curricular
Antonio Osório defendeu também que alguns cursos passem por uma reavaliação da matriz curricular, no seu entendimento engessada, com excesso de disciplinas e sem flexibilização e que aponte para uma formação mais eclética e humanista. Para ele, esta situação impede os alunos usufruam de bolsas permanência e de iniciação científica, pois não conseguem sequer cumprirem o horário estabelecido pelas atuais regras. Apontou ainda o descompasso no horário de funcionamento de alguns cursos o que leva muitos alunos, principalmente da área de exatas, a desistir de estudar, aumentando a evasão nos cursos de graduação.
Excesso de Aulas
Para o candidato a atual política que institui o número mínimo de aulas para os prefessores, em razão do excesso de disciplina, vem provocando distorção no trabalho produção científica de extensão da UFMS. “ Os professores viraram auleireiros, sobrecarregados por disciplinas na graduação, nas pós graduação; Ainda tem fazer pesquisa, orientar alunos no mestrado e doutorado e cuidar burocracia administrativa da instituição”.
Voto Paritário
No debate, Antonio Osório defendeu o voto paritário como princípio democrático dentro da instituição. Para o educador, a norma técnica instituída pelo MEC, impedindo a escolha democrática e a indicação do candidato mais votado, é resquício do período de Ditadura , e deve ser superada por uma nova prática social, tendo por base o princípio constitucional que concede autonomia administrativa e didático-pedagógica das universidades. “Caso seja eleito reitor da UFMS, no ato de posse já editarei nova normativa instituindo o voto paritário para escolha de diretores de centros, faculdades e departamentos. Somente a UFMS e Universidade Federal Uberlândia mantêm o sistema antidemocrático de proporcionalidade qualificada que discrimina estudantes e técnicos-administrativo, na proporção de 70% para professore e 15% para os demais segmentos”, reiterou.
Reavaliação do Sisu e reconhecimento de diploma do Mercosul
A vacância de vagas na lista de alunos beneficiados pelo Sisu nos cursos da UFMS e outras instituições mais periféricas é outro ponto que deve ser incluída na pauta da Andifes, na pauta do MEC e do Congresso Nacional . Antonio Osório reconheceu que a adoção do sistema foi um avanço, no entanto precisa de atualizações, uma vez que há cursos emitindo até a 10º convocação, sem despertar interesses dos estudantes. Acrescentou ainda a nova situação criada com aprovação das quotas validadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Além do Sisu, outro ponto que deve ser incluída na agenda institucional do sistema de ensino brasileiro é a validação dos diplomas expedidos por instituição de ensino do Mercosul, que impende a livre exercício profissional nos países latinos americanos. Citou como referência o Tratado de Bolonha que orientou a integração universitária na União Européia. Acrescentou no entanto, que os critérios instituídos não podem deixar de considerar a qualidade dos profissionais formados nas instituições de ensino privadas e públicas e impeça a política de proliferação de fábrica de diplomas”.
