
SUS oferecerá canetas emagrecedoras para tratar obesidade – Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (17/9), que canetas emagrecedoras serão oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade que tenham indicação médica para o tratamento. A declaração foi feita durante visita ao novo Complexo Industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A oferta será acompanhada de critérios médicos para definir quais pacientes terão acesso aos medicamentos. O Ministério da Saúde já testa um protocolo com cerca de 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças e com indicação para cirurgia bariátrica, no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.
“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, afirmou Lula durante a visita.
O presidente também defendeu que o uso seja acompanhado por profissionais de saúde e criticou a distribuição indiscriminada dos medicamentos.
“Daqui a pouco vai ter gente distribuindo canetinha para tudo, vai ter deputado jogando caneta para o povo. E a caneta não é assim. Isso é irresponsabilidade, porque a pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem para a saúde ou não”, disse.
O ministro Alexandre Padilha disse que o governo trabalha na definição de um protocolo para estabelecer quais pacientes terão acesso ao tratamento. Um modelo já é testado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, com cerca de 250 pacientes.
A ideia é priorizar pessoas com obesidade grave, doenças associadas ou indicação para cirurgia bariátrica. “Queremos a medicação no SUS. Como direito”, afirmou Padilha.
Segundo ele, o protocolo será usado para ampliar a oferta de forma responsável em todo o país.
Valor
A estratégia começou a ser preparada em 2025, com medidas do Ministério da Saúde e da Anvisa para ampliar a concorrência e estimular a produção nacional. Segundo o governo, a entrada de novos produtos reduziu os preços em cerca de 70%.
Os medicamentos que ultrapassavam R$ 1 mil passaram a ser encontrados na faixa de R$ 300 a R$ 400.
Em 2026, novos medicamentos à base de semaglutida e liraglutida receberam registro da Anvisa, ampliando a oferta no mercado brasileiro.
Obesidade
O anúncio ocorre diante do avanço da obesidade no país. Dados do Vigitel apontam que a proporção de adultos com obesidade nas capitais e no Distrito Federal passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024 — alta de cerca de 118%.

