
Daniel Vorcaro se reuniu com André Mendonça em encontro reservado, diz apuração (montagem gerada por IA)
O Instituto Iter, entidade ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações. Os recursos passaram a ser repassados em abril de 2024, quando as duas partes firmaram um contrato de mútuo conversível. A empresa que fez os aportes pertence a Lucas Kallas, apontado como parceiro de negócios de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A informação foi divulgada pelos jornalistas Cézar Feitoza, Fabio Serapião e Marcela Mattos.
Pelo contrato de mútuo conversível, estavam previstos repasses de R$ 5,9 milhões. Do total combinado, R$ 5,2 milhões chegaram efetivamente ao Iter.
Interrupção dos repasses e o caso Master
Os aportes não seguiram até o fim. Em janeiro deste ano, o Iter decidiu interromper os repasses e começou a devolução dos valores recebidos. No mês seguinte, Mendonça foi sorteado relator das investigações do Banco Master, conduzidas na Operação Compliance Zero.
Mendonça deixou o Iter no início de setembro.
Os laços entre Kallas e Vorcaro
A proximidade entre Lucas Kallas e Daniel Vorcaro aparece em uma série de movimentações. Em novembro de 2023, os dois viajaram juntos para Caracas, na Venezuela, para prospectar negócios. Já em dezembro daquele ano, entraram juntos no Palácio do Planalto.
Os caminhos também se cruzam na Biomm. Em 2023, a Cedro tinha 8% de participação na empresa. Em 2024, a WNT passou a comprar ações da Biomm, e, em janeiro de 2025, um grupo ligado a Vorcaro detinha 25% da companhia. A WNT tem entre seus nomes Nelson Tanure.
Encontros com Mendonça
Os registros também apontam contatos diretos entre o ministro e o entorno de Vorcaro. Em março de 2025, Mendonça e Vorcaro se encontraram na sede do Instituto Iter. No mesmo mês, o ministro recebeu o advogado de Vorcaro em seu gabinete no STF.
O episódio envolve ainda menções a precatórios e à figura de Victor Godoy Veiga entre os nomes ligados ao caso.

