O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) criticou em Plenário nesta quinta-feira (1º) o tratamento dispensado aos produtores rurais nas discussões sobre o projeto do novo Código Florestal em tramitação no Senado Federal. O senador lamentou que agricultores estejam sendo tratados como criminosos por suas posições em defesa do agronegócio e avisou que não vai mais “ouvir isso calado”.
– Não há que se confundir pioneiro, gente valente, com bandido, com criminoso. Não há que se confundir. E eu, absolutamente, estou decidido – já disse isto na Comissão de Agricultura e vou repetir – a não ouvir mais isso calado. Até porque tenho sido cobrado. Porque, se tem algum criminoso, algum bandido, que se defina, que se identifique. Agora, você não pode generalizar e confundir produtores rurais com esse tipo de termo – desabafou.
O senador disse que, pelo fato de ser do Mato Grosso do Sul, muitas vezes é tratado como produtor rural ou um “grande latifundiário”. Ele informou que não tem propriedades rurais, mas apenas defende o desenvolvimento econômico de seu estado, que passa pela agricultura e pela pecuária.
Waldemir Moka fez questão de lembrar que foi um dos responsáveis por sugerir o nome do atual ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, como relator do projeto de revisão do Código Florestal, ainda na legislatura passada, quando foi instalada a comissão especial para análise o projeto do novo código. A comissão, informou, era formada por diversos parlamentares militantes do agronegócio e, já àquela época, Moka disse ter o entendimento de que o código não poderia ser elaborado apenas por representantes deste setor.
– Então, tentamos uma negociação, e eu sugeri – e me orgulho muito de ter sugerido – o nome do deputado federal Aldo Rebelo. E essa indicação, em um primeiro momento, criou dificuldades, porque passamos a ter, dentro da bancada da agricultura, parlamentares que tinham receio da atuação do Aldo. Os ambientalistas ficaram mais tranquilos porque o Aldo é dessas figuras que têm um espírito nacionalista muito grande. Eu conheço o Aldo de outras épocas e confiava na sua atuação. É um grande nacionalista. E deu certo. O Aldo acabou relatando, fez um extraordinário trabalho – elogiou.
