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Seca avança no Rio da Prata e força retirada de peixes presos em poças

por Redacao
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Leito seco revela profundidade de antigos poços do Rio da Prata – Foto: Reprodução

A estiagem no Rio da Prata avançou e levou à primeira operação de retirada de peixes isolados em poças neste ano, em Jardim, a 236 quilômetros de Campo Grande. Monitoramento realizado na sexta-feira (4) identificou 4 quilômetros do leito afetados pela seca, um quilômetro a mais do que havia sido constatado na semana anterior.

Segundo Nisroque da Silva Soares, presidente do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim, pequenos peixes que estavam concentrados em três poças foram retirados e levados para trechos onde o rio mantém o curso. A equipe conseguiu resgatar 200 peixes de pequeno porte entre lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras.

A relocação marca um agravamento em relação ao cenário observado nas últimas semanas. Em vistoria realizada em 27 de agosto, cerca de três quilômetros do leito estavam secos e já havia peixes isolados em poças. Na ocasião, a equipe avaliou que ainda não era necessário removê-los e decidiu manter o monitoramento diante da previsão de chuva. O instituto informou, porém, que estava preparado para realizar o resgate caso a situação piorasse.

O primeiro alerta deste ano ocorreu dois dias antes, em 25 de agosto, quando imagens mostraram que a água havia deixado de passar sob a Ponte do Curé, trecho que também sofreu com a estiagem nos últimos anos. Mesmo com a interrupção do fluxo naquele ponto, havia água nas proximidades e o curso do rio era retomado mais adiante.

Problema se repete – O cenário atual repete um fenômeno registrado pelo menos nos dois anos anteriores. Em setembro de 2025, o trecho do Rio da Prata quase ou totalmente sem água chegou a cerca de sete quilômetros, também nas proximidades da Ponte do Curé e da MS-178.

Naquele ano, os primeiros sinais de redução do nível apareceram no início de setembro. Em 16 de setembro, aproximadamente três quilômetros estavam afetados. Pouco mais de uma semana depois, a extensão quase ou totalmente seca já alcançava cerca de sete quilômetros. Também foram registradas mortes de peixes e de outros animais aquáticos.

Em 2024, aproximadamente seis quilômetros do curso d’água chegaram a secar durante a estiagem, incluindo a região da Ponte do Curé. Naquele período, também foram necessárias operações para retirar peixes que ficaram isolados em poças. O fluxo começou a ser restabelecido com a chegada das chuvas, em novembro.

Águas cristalinas – O Rio da Prata é um dos principais cursos d’água da região da Serra da Bodoquena e integra a bacia do Rio Paraguai. Conhecido pela transparência das águas e pela biodiversidade aquática, atravessa uma região onde o ecoturismo tem forte presença, com atividades como flutuação e observação da fauna.

Com o avanço do trecho afetado de três para quatro quilômetros em oito dias e a necessidade de retirar os primeiros peixes isolados, a situação continua sendo acompanhada pelo Instituto Guarda Mirim Ambiental. Fonte: Campo Grande News

 

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