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Pantanal perdeu uma Suíça em área alagada nos últimos 40 anos

Estudo do MapBiomas aponta que savanas alagadas encolheram 84%, colocando o bioma em estado de fragilidade

por Redacao
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ESTRESSE Pantanal: seca severa de 2024 sumiu transformou áreas alagadas em áridas – Foto: Lucas Ninno/Getty Images

A mais nova radiografia do MapBiomas, rede multi-institucional que mapeia a cobertura e o uso do Brasil, divulgada nesta quarta-feira, 12, revela a situação de emergência que o Pantanal enfrenta.

Nos últimos 40 anos, o bioma perdeu o equivalente a uma Suíça em superfícies de água e campos alagados. A savana alagada — formada por árvores esparsas entre vegetação arbustiva e herbácea nas planície de inundação e ao longo dos cursos d’água — encolheu 84%. Sua extensão despencou de 1,1 milhão de hectares para apenas 174 mil.

A dimensão do problema vai além da perda de habitat para uma das maiores concentrações de biodiversidade do planeta.

O Pantanal existe em função do chamado pulso de inundação: a alternância entre períodos de cheia e seca reorganiza nutrientes,

alimenta rios, lagoas e áreas úmidas e sustenta cadeias inteiras de animais e plantas. Quando áreas que permaneciam inundadas ou sazonalmente alagadas passam mais tempo secas, modifica-se a própria engrenagem ecológica do bioma.

A perda de água também deixa a vegetação mais suscetível ao fogo. E incêndios mais intensos degradam ainda mais a cobertura vegetal e o solo, dificultando a retenção de água e a recuperação do ecossistema.

O risco é a formação de outro círculo vicioso: menos água favorece incêndios; o fogo degrada a vegetação; e a degradação reduz a capacidade da paisagem de enfrentar os períodos secos.

 

 

 

 

 

 

 

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