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Defesa de Pavão recorreu a direitos humanos em recurso contra extradição

por Redacao
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O advogado Danny Fabrício Cabral Gomes, que tem escritório em Campo Grande e defende o traficante Jarvis Chimenes Pavão, ainda tenta no Supremo Tribunal Federal (STF) que ele fique no Paraguai. Hoje, Pavão foi extraditado para o Brasil e deve ser levado para o Presídio Federal de Mossoró, conforme o site Conjur. Depois do Paraguai ele seguiu para Brasília (DF).

A defesa do megatraficante tentou urgência na análise do pedido para evitar a extradição, mas a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, negou e determinou que a ação seja analisada na volta do recesso judiciário, em despacho dado na quarta-feira (27).

Pavão foi extraditado ao Brasil nesta quinta-feira (28)

A principal alegação é que um dos chefes do tráfico de drogas na América Latina corre risco de ser assassinado por facções brasileiras. Ainda foi citada a Convenção Interamericana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica) para argumentar sobre o envio de Pavão para território paraguaio. O condenado é casado com uma paraguaia, tem 10 filhos, além de ter cidadania do país vizinho.

“Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua integridade física, psíquica e moral”, estabelece a convenção citada pela defesa. O advogado ainda citou o assassinato do irmão do megatraficante, Ronny Chimenes Pavão, 38 anos, no Centro de Ponta Porã, em 14 de março deste ano.

Jarvis é investigado no Paraguai por envolvimento na execução do traficante Jorge Rafaat em Pedro Juan Caballero, ocorrido em junho de 2016. A morte de Rafaat estaria ligada a disputa pelo comando da distribuição de drogas na fronteira entra Brasil e Paraguai, em área onde fica Ponta Porã. O Comando Vermelho, grupo criminoso do Rio de Janeiro, teria participado desse crime.

A extradição de Pavão, que é natural de Ponta Porã, foi solicitada em setembro de 2004, depois de condenação pela Vara Criminal de Balneário Camboriú (SC) por tráfico de drogas. Ao mesmo tempo, o traficante também responde por ação no Paraguai, em Campo Grande e em Porto Alegre (RS).

No país vizinho, ele acabou preso em 28 de dezembro de 2009 e cumpriu oito anos de detenção pelo crime de lavagem de dinheiro. Ficou recluso em Assunção e depois de investigação do Ministério Público daquele país foi descoberto regalias que ele tinha na prisão, com cela especial.

REPERCUSSÃO

Forças de segurança dos dois países estão em alerta para desdobramentos por conta da transferência de Pavão para o Brasil. O jornal paraguaio ABC Color divulgou que o serviço de inteligência brasileira identificou que Capitán Bado e Pedro Juan Caballero, que fazem fronteira com Mato Grosso do Sul, concentram mais de 300 membros das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho.

Tudo porque nessa região está o trajeto para o transporte de maconha e cocaína, além de plantações de marijuana. Integrantes de grupo chefiado por Pavão teriam saído de suas “bases” por conta de possíveis represálias, informou o periódico paraguaio. com informações do Correio do Estado

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