Polícia Federal apreendeu 100 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai na BR-163, em Mundo Novo, região sul de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (7), durante a Operação Marcapasso para investigar um esquema de corrupção que fraudava licitações no Tocantins. Segundo a polícia, o objetivo era a aquisição de órtese, prótese e materiais especiais de alto custo para o sistema de saúde.
A carga estava sendo transportada em um caminhão-baú conduzido por um homem de 34 anos. De acordo com a polícia, o motorista disse que levaria a mercadoria de Japorã, município a 470 quilômetros da capital sul-mato-grossense, a Lins (SP).
Cerca de 330 policiais federais cumprem mandados judiciais, sendo 12 mandados de prisão temporária, 41 de condução coercitiva contra empresários e 84 mandados de busca e apreensão nos estados do Tocantins, Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Paraná, Bahia, Ceará, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Todos os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal de Palmas.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 7,2 milhões em bens dos suspeitos. Esta é a soma do dinheiro que eles teriam recebido indevidamente, sendo que R$ 4,5 milhões se referem à proprinas supostamente recebidas por médicos.
Veja os nomes dos investigados que tiveram mandados de prisão:
Andrés Gustavo Sánchez Esteva
Antônio Fagundes da Costa Júnior
Carlos Alberto Figueiredo Novo
Charlston Cabral Rodrigues
Fábio D’ayala Valva
Fernando Motta
Genildo Ferreira Nunes
Ibsen Suetônio Trindade
Juan Fernando Terrones Cáceres
Leandro Richa Valim
Marco Aurelio Vilela Borges de Lima
Silvio Alves da Silva
Investigação
A investigação começou quando os sócios da empresa Cardiomed foram presos em flagrante por terem fornecido à Secretaria Estadual de Saúde produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais que estavam com prazos de validade de esterilização vencidos. O G1 tenta contato com a defesa da empresa citada.
Ainda conforme a PF, depois das prisões foi descoberto um esquema de corrupção destinado a fraudar licitações do Estado do Tocantins, por meio do direcionamento de licitações.
As investigações apontam que o esquema beneficiava empresas, médicos e empresários do ramo, e ainda funcionários públicos da área de saúde.
As pessoas investigadas poderão responder pelos crimes de corrupção passiva e ativa, fraude à licitação, associação criminosa, dentre outros.
O nome da operação faz alusão a um dos itens mais simbólicos e conhecidos da área de cardiologia, o marca-passo. A polícia disse que esse era um dos equipamentos que integravam editais “fraudados” nas licitações. Com informações do G1
