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Após dez cortes, BC mantém taxa Selic em 7,25% ao ano

por Redacao
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O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou nesta quarta-feira (28) a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 7,25% ao ano.

A decisão de hoje, por unanimidade e sem viés, interrompe uma série de cortes iniciada em agosto de 2011, quando a Selic foi reduzida de 12,5% para 12%.

“Considerando o balanço de risco para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear”, informou o Comitê.

Desde então, o Copom decidiu reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual em quase todas as reuniões, com exceção de março, quando o corte foi de 0,75 ponto percentual, e de outubro, quando houve redução de 0,25. No total, foram dez cortes consecutivos.

DENTRO DO PREVISTO

No mês passado, o Copom informou em sua ata que a redução naquele mês foi o “último ajuste” das condições monetárias diante do atual cenário inflacionário.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA de outubro mostrou aceleração em relação a setembro e fechou o mês com alta de 0,59%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 5,45%. De janeiro a outubro, o aumento foi de 4,38%.

Os cinco membros do Copom que votaram a favor do corte argumentaram que ainda havia incertezas sobre a velocidade da recuperação econômica, sobretudo por conta da expectativa de que fragilidade da economia global seja mais longa do que o esperado.

“Além disso, foi destacado que as recentes pressões de preços decorrem, principalmente, de choques de oferta, internos e externos, que tendem a reverter no médio prazo. Portanto, no entendimento desses cinco membros do comitê, o cenário prospectivo para a inflação ainda comportava um último ajuste nas condições monetárias”, informa a ata.

INSTRUMENTO

A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo BC (Banco Central) para manter a inflação sob controle ou para estimular a economia. Se os juros caem muito, a população tem maior acesso ao crédito e consome mais. Este aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender um consumo maior.

Por outro lado, se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento –que ficam mais caros–, a economia desacelera e evita-se que os preços subam –ou seja, que haja inflação.

Com a redução da taxa básica de juros (Selic), o BC também diminui a atratividade das aplicações em títulos da dívida pública. Assim, começa a “sobrar” um pouco mais de dinheiro no mercado financeiro para viabilizar investimentos que tenham retorno maior que o pago pelo governo. Se a taxa sobe, ocorre o inverso.

folhaonline

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