A Fazenda da Esperança, que oferece tratamento de graça para mulheres com dependência química, vai realizar o primeiro bazar de natal. Será na próxima sexta, dia 02 de dezembro, a partir das 13 horas, na rua Rio Grande do Sul, 1421.
Neste bazar, serão comercializados diversos produtos de artesanato natalino, além de pães, panetones e bolachas. O preço é bem acessível, varia de R$ 6 a R$ 50. Toda a produção destinada à venda no bazar foi feita pelas internas e artesãs voluntárias. A entidade funciona apenas com voluntários na recuperação atualmente de 11 mulheres.

Fazenda da Esperança é mantida com ajuda de doações. Foto: Divulgação
O dinheiro arrecadado será utilizado para a manutenção da própria fazenda. Quando uma mulher chega para realizar tratamento, a família pode optar se vai contribuir com uma cesta básica por mês para sustento da interna. Como não é obrigatório, apenas quatro famílias aderiram à chamada cesta voluntária. “Nem todas as meninas têm o apoio das famílias, sendo que algumas eram moradoras de rua e já haviam perdido totalmente o vínculo com familiares”, explica a coordenadora da sede na Capital, Daniela Santos Lima. Como a Fazenda da Esperança não recusa paciente para tratamento, o bazar acaba sendo uma alternativa fundamental para garantir recursos.
Além de eventos sazonais, a Fazenda da Esperança é mantida com ajuda de doações além da comercialização de pães, cuca e biscoitos, feitos pelas internas, todas as quintas-feiras no Fórum de Campo Grande, durante o horário de funcionamento do local, das 12h às 19h, e às sextas-feiras nas unidades do Sesc Horto e Afonso Pena, durante o horário de almoço. A Fazenda da Esperança também atende encomendas.
Fazenda da Esperança
A sede de Campo Grande funciona há quatro anos no km 10 da avenida Tamandaré, com capacidade para acolher até 28 mulheres. Desde que a fazenda começou a funcionar, 100 vítimas de drogas já foram recuperadas. Detalhe: não se usa medicamento. O tratamento se baseia na troca de experiência entre elas, no trabalho interno para melhorar a autoestima e também na prática dos ensinamentos de Deus a partir do Evangelho. Três voluntárias trabalham diretamente na fazenda enquanto outros dão apoios diversos.
A sede de Campo Grande é uma entre várias espalhadas no mundo inteiro que seguem o modelo e levam o nome Fazenda da Esperança. A primeira surgiu em Guaratinguentá, interior de São Paulo, no início da década de 80. Hoje já são 26 centros masculinos e 11 femininos em vários estados brasileiros. No exterior, a Fazenda da Esperança tem 15 unidades. Pela dimensão de seu trabalho, vem ajudando milhares de famílias e foi avaliada como a maior obra da América Latina nessa atividade. Apesar de 53% terem recaídas, 85% das pessoas conseguem se manter sem drogas e 73% hoje trabalham e vivem com a família.
Serviço:
Escritório da Fazenda da Esperança. Tel: 3383-0400
