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BC faz primeiro corte de juros em quatro anos, para 14%

por Redacao
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“O Comitê avaliará a evolução da combinação desses fatores”, disse o BC, deixando de mencionar a evolução da inflação de alimentos como o outro pilar, em meio ao alívio recente mostrado nesse grupo de preços.

“Até o final de novembro … já deve estar quase que concluído o processo de aprovação (da PEC dos gastos) na Câmara e no Senado”, afirmou a economista do banco Santander, Tatiana Pinheiro, acrescentando ser “bastante alta” a chance de corte maior na Selic em novembro, de 0,5 ponto, quando o Copom se reúne novamente.

Sobre os riscos para o cenário básico para a inflação, o BC ponderou, de um lado, “que há sinais de pausa recente no processo de desinflação dos componentes do IPCA mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, o que pode sinalizar convergência mais lenta da inflação à meta”.

Do lado positivo, assinalou dentre suas novas mensagens que a inflação mostrou-se mais favorável no curto prazo, o que pode sinalizar menor persistência no processo inflacionário, avaliando também que os primeiros passos no processo de ajustes necessários na economia foram positivos, o que pode sinalizar aprovação e implementação mais céleres que o antecipado.

Para o economista-chefe da Haitong, Jankiel Santos, a desinflação de serviços seguirá em curso e a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos também deverá avançar, ainda que seja sujeita à maior incerteza.

“Acreditamos que o BC contará com elementos mais consistentes e deverá acelerar o ritmo de ajuste para 0,50 ponto percentual no próximo encontro, apesar da cautela apresentada hoje, tanto na decisão, como na comunicação com os agentes econômicos”, afirmou Santos, em nota.

Já a economista-chefe da Rosenberg Associados, Thaís Zara, afirmou que aguardará a ata do Copom para ajustar suas expectativas, mas que deve mudar a previsão de corte para 0,25 ponto na próxima reunião do colegiado, ante 0,5 ponto percentual atualmente, após um comunicado que considerou bastante duro e mais conservador que o esperado.

“(BC) sinalizou que para aumentar a magnitude do corte vai precisar de condições favoráveis tanto de alguns componentes do IPCA quando da implementação dos ajustes. Então a princípio ele mantém o ritmo de 0,25 (p.p). Só se ele tiver uma melhora nesses fatores que ele vai intensificar para meio (ponto percentual)”, afirmou.

 

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