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Pequenos frigoríficos demitem cerca de 200 empregados em MS

por Redacao
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Pequenos frigoríficos de Campo Grande e região demitiram esta semana cerca de 200 empregados devido à falta de oferta de gado para abate. Eles reclamam dos grandes frigoríficos que, com financiamentos subsidiados pelo Governo, efetuam compras das ofertas até para o mercado futuro, deixando-os sem outra opção senão a de enxugar indústria. A informação é de Rinaldo Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande – STIAA.

Pequenos frigoríficos de Campo Grande e região demitiram esta semana cerca de 200 empregados

Pequenos frigoríficos de Campo Grande e região demitiram esta semana cerca de 200 empregados

“Nosso sindicato, com sede em Campo Grande, efetuou esta semana em torno de 200 homologações trabalhistas. Lamentamos isso nesse período de crise econômica nacional, onde o desemprego já ultrapassa 12 milhões de trabalhadores”, afirmou Rinaldo.

O sindicalista afirma que estamos atravessando um período de estiagem, onde as pastagens são reduzidas e, consequentemente, o gado perde peso. Com isso o fazendeiro deixa de vender para o frigorífico, ficando na espera das chuvas para a engorda do boi. “Até lá, lamentavelmente temos esse quadro que poderia ser evitado se houvesse uma intervenção do governo em apoiar também os pequenos frigoríficos que abatem mais para o consumo interno”, explica Rinaldo.

OTIMISMO – Apesar desse atual quadro de queda na oferta de gado para abate, nesse período de entressafra, Rinaldo Salomão se diz otimista com o futuro da carne em Mato Grosso do Sul. Ele acredita que pelo menos 13 frigoríficos do Estado que estão fechados ou operando com baixíssima produção, vão voltar ainda neste semestre a abater, para atendimento principalmente do mercado externo que está “ávido” pelo produto brasileiro.

Além disso, segundo o líder sindical, a medida tomada pela União Européia (EU), que decidiu, em junho deste ano, ampliar para todo Mato Grosso do Sul, a partir de 1º de julho, a área autorizada para exportar carne bovina “in natura” para os países do bloco econômico, vai começar a apresentar resultados positivos em termos de emprego e renda no MS, afirma Rinaldo.

“Hoje temos frigoríficos fechados ou com produção de carne reduzidíssima em cidades como Dourados (e região), Ponta Porã, Corumbá, Caarapó, Amambay, Iguatemi, Nioaque e Porto Murtinho”, afirma o sindicalista, que pede um empenho maior dos governos com os empresários, para que a reabertura e o fortalecimento dessas unidades de abates e exportação, sejam readequados para atender o mercado externo.

A boa notícia da ampliação de municípios do Estado, aptos para exportar para a comunidade europeia, divulgada pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), deverá devolver os empregos perdidos em Campo Grande e interior do Estado. “Até lá, precisamos atravessar esse período de entressafra para que o mercado comece a se recuperar”, afirma, esperançoso, o líder sindical.

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