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Crédito imobiliário muda perfil, e FGTS financia 75% dos imóveis

por Redacao
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Os financiamentos imobiliários concedidos com recursos da poupança (com maior penetração na classe média) somaram R$ 22,6 bilhões no primeiro semestre, montante 49,5% inferior ao do mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Por outro lado, o crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), voltados para habitação popular, está no patamar mais alto da história. De janeiro a junho, os financiamentos nessa categoria totalizaram R$ 27,6 bilhões, aumento de 1,3% em relação ao acumulado no primeiro semestre de 2015.

Recursos do FGTS são destinados à habitação popular

Recursos do FGTS são destinados à habitação popular

A diferença se reflete no perfil dos imóveis. O financiamento via poupança é comum entre a classe média porque opera em uma faixa de valor mais alta de imóveis, enquanto no FGTS o limite de valor da habitação é de R$ 225 mil.

Em 2014, 54% dos imóveis foram financiados por meio da poupança. A proporção se inverteu em 2015 e, no primeiro semestre desse ano, chegou a 77,3% (FGTS) e 22,7% (poupança). “Apesar da crise, a boa notícia é que o mercado está mudando seu mix”, disse Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip.

A retração no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) é resultado da demanda em baixa por imóveis nessa faixa e da fuga da poupança, cuja rentabilidade no semestre ficou em 4% – menor do que outros investimentos, como o CDI, que rendeu 6,72%.

Entre janeiro e junho, a caderneta acumulou perdas de R$ 34,7 bilhões. O saldo atual é 2,1% menor do que o de junho do ano passado.

“A lógica do sistema de depósito na caderneta se esgotou e não deve se revigorar no médio prazo. O uso da poupança para financiamento deve ser substituído por outros instrumentos”, disse o professor da Universidade de São Paulo (USP) João Rocha da Lima Júnior, especialis­ta em mercado imobiliário.

Melhora

A Abecip avalia que o mercado imobiliário está se recuperando e que as taxas de juros de longo prazo devem cair.

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