Dezessete ex-funcionários da empreiteira Proteco receberam R$ 371 mil reais em rescisões trabalhistas. Eles foram demitidos em novembro do ano passado e até então esperavam receber os direitos.

A Proteco é de propriedade de João Amorim
O SINTICOP, Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de MS entrou na justiça em fevereiro pleiteando os direitos trabalhistas. “O juiz concedeu liminar liberando os valores do FGTS, assim como o seguro- desemprego. Depois o Sindicato fez um acordo com a Proteco e agora os empregados conseguiram receber”, explica o presidente do Sinticop, Walter Vieira dos Santos.
A Proteco é de propriedade de João Amorim, apontado como chefe de uma organização que teria desviado milhões de reais em licitações de obras públicas. Amorim está preso.
“Se não fosse a ação e o acordo com o Sindicato, provavelmente os trabalhadores não receberiam em razão dos bens da empresa bloqueados pela justiça”, disse Walter dos Santos.
Iran Mendes saiu da empresa no dia 15 de novembro do ano passado. “Estou recebendo quase 15 mil reais de acerto, um dinheiro que veio em boa hora porque tenho muitas contas atrasadas para pagar”, afirmou o operador de máquinas.
Outros 26 ex-funcionários da Proteco ainda aguardam para receber a rescisão trabalhista. “A Proteco sinalizou que ainda este mês vai fazer o acerto com o restante dos trabalhadores. Esperamos que ela cumpra com as obrigações legais”, finalizou Walter dos Santos.

