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FETEMS aprova dia de paralisação por direitos

por Redacao
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Cerca de 450 trabalhadores em educação de todo o Mato Grosso do Sul, delegados dos 73 sindicatos filiados a Federação dos Trabalhadores em Educação de MS (FETEMS), aprovaram, em Assembleia Geral da categoria, na Federação, na tarde desta quarta-feira (1), um dia de paralisação nas Redes Estadual e Municipais de Ensino, no próximo 10 de junho, Dia Nacional de Lutas em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da democracia em Campo Grande, às 9h, na Praça do Rádio Clube.

Assembleia Geral é a instância máxima de decisão da Federação

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Na ocasião os microfones da Federação ficaram em aberto para debate e a funcionária administrativa da educação, Lindinalva de Melo, que há 18 anos é agente de limpeza na rede pública de ensino de Três Lagoas, usou a palavra e afirmou que o momento é de mobilização e muita luta. “Sou de base, não sou filiada a nenhum partido político, mas graças às políticas de valorização recentes pude comprar uma casa, vi os professores do meu município pararem de andar de bicicletas e terem seus carros, além de muitas outras coisas, mas o principal é irmos para as ruas conscientes do que o atual governo está propondo, questões assustadoras como se aposentar aos 65 anos, como vamos aguentar? Ele não sabe o que é trabalhar em uma escola, tenho certeza disso”, disse.

A mobilização foi aprovada por praticamente todos os presentes, tiveram apenas dois votos de abstenção e os trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul paralisarão suas atividades e vão para as ruas com a seguinte pauta:

  • Em defesa da democracia.
  • Contra o fim do piso salarial e da hora-atividade.
  • Contra a reforma da previdência e o fim da aposentadoria especial dos professores.
  • Contra a privatização das escolas públicas, através das Organizações Sociais e da militarização.
  • Contra a retirada da obrigatoriedade dos recursos da Educação Pública (18% da União e 25% dos Estados e Municípios) da Constituição Federal.
  • Contra a alteração do regime de partilha na exploração do Pré-sal que destinaria recursos para a educação e saúde. Também contra a entrega de nossas riquezas naturais, como o petróleo, para o capital estrangeiro.
  • Contra a Lei da Mordaça que está sendo debatida em todo o território nacional e está em processo de votação na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande com o intuito de proibir e mandar para a cadeia os professores que debaterem em sala de aula questões de religião, sexualidade (conscientização, igualdade de gênero, violência contra a mulher, homofobia e etc…) e política.

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