O tucano disse ver com “satisfação” alguns setores do PMDB buscando o “distanciamento” do governo, mas destacou não ver o partido disposto a romper com o governo Dilma Rousseff. “Um projeto apresentado por um partido deve vir acompanhado da sua disposição de defendê-lo, porque, senão, vai parecer peça meramente de marketing”, afirmou.
Questionado se estava classificando o documento como uma peça de marketing, o presidente nacional do PSDB afirmou que, “enquanto o PMDB tiver como prioridade, no seu conjunto, sustentar este governo que aí está, que levou o Brasil a esta crise econômica e social sem precedentes, esse programa passa a ser algo secundário”. “Porque não vejo o PMDB disposto a defendê-lo”, acrescentou.
Indagado se o PSDB teme a concorrência do PMDB em 2018, Aécio desconversou e disse que seu partido dá “as boas vindas ao PMDB para discutir os problemas do País e se sente honrado de ver que muitas das propostas lançadas se inspiram naquelas que historicamente o PSDB defende”. “O que lastimo é que a maioria do PMDB prefere hoje nomear cargos neste governo que prega e pratica o oposto às propostas lançadas pelo PMDB”, disse, classificando uma futura candidatura peemedebista como “legítima”.

