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Como já era previsto pelos próprios parlamentares, a primeira sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após o recesso do meio de ano registrou poucas presenças em plenário.
Pouco mais da metade dos 24 deputados estaduais com assento na Casa compareceu para trabalhar na sessão desta terça-feira, o que pode comprovar que dificilmente eles poderão conciliar suas atribuições normais com o período da campanha eleitoral que requer muitas viagens, principalmente para o interior do Estado.
Conhecidos no jargão político como gazeteiros, alguns parlamentares devem esvaziar as sessões da Assembleia por causa da campanha.
Desse total, 18 tentam mais quatro anos de mandato, uma vez que três desistiram de postular a reeleição – Jerson Domingos (PMDB), Dione Hashioka (PSDB) e Antonio Carlos Arroyo (PR) -, enquanto que Carlos Marun (PMDB) e Márcio Monteiro (PSDB) decidiram trocar a Assembleia por uma cadeira na Câmara dos Deputados.
O deputado Londres Machado (PR) desistiu de tentar mais uma reeleição para ser candidato a vice-governador na chapa liderada pelo senador Delcídio do Amaral (PT).
Por acordo interno, as sessões deliberativas, ou seja, nas quais são votados projetos de lei e outras matérias, ocorrem as terças e quartas, ficando apenas a quinta-feira livre para discussões e outras atividades sem a necessidade de apreciar proposituras em plenário.
O acordo foi firmado com anuência da Mesa Diretora justamente para que os deputados possam viajar, já que a maioria tem base eleitoral no interior do Estado. Fora os dias de sessões, os parlamentares se dedicam aos trabalhos das comissões permanentes.
A dificuldade é tanta em conciliar os trabalhos com a campanha eleitoral que tramita na Casa projeto de resolução, de autoria do deputado Lauro Davi (PROS), que prevê mudanças no dias das sessões.
Pelo projeto, a alteração no regimento interno valeria entre os dias 8 de julho a 9 de outubro, datas de início e encerramento do período eleitoral. A intenção do deputado é evitar que os trabalhos desenvolvidos pelo Poder Legislativo deixem de ser executados em virtude da campanha.
Nesse caso, as sessões seriam realizadas na segunda-feira à tarde e na terça de manhã e à noite. Hoje, as sessões ocorrem de terça a quinta-feira, a partir das 9h.
Particularmente, o presidente da Mesa Diretora da Assembleia, Jerson Domingos (PMDB), disse ser indiferente a eventuais mudanças na agenda da Casa.
“Não importa se vai trabalhar segunda, terça e quarta, ou quarta, quinta e sexta, não atrapalha o andamento da casa”, disse ele, em entrevista à imprensa na manhã desta terça.
O presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), Marquinhos Trad (PMDB), desdenha da ideia, alegando que não vê nenhum benefício para a população.
“Fomos eleitos para elaborar projetos de interesse da população, não para reduzir as nossas dificuldades”, justificou Marquinhos, referindo-se ao fato de a proposta garantir mais tempo para os parlamentares percorrerem o Estado na busca por votos.
“Temos que obedecer as leis, não criá-las para reduzir nossas dificuldades”, reforçou o peemedebista. “Sempre as sessões ocorreram nestes dias e nenhum parlamentar manifestou problemas, dá para conciliar, sem mudar as regras”, acrescentou.
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