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No Sesc Horto de Campo Grande, haverá o recital do violonista Marcelo Fernandes e convidados

por Redacao
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Marcelo Fernandes é Bacharel em Violão e doutor em Música pela Universidade de São Paulo e professor adjunto da UFMS. Detentor de seis prêmios de interpretação instrumental – como o X Concurso Nascente USP – Abril (SP, 2000); I Concurso Internacional Violão Intercâmbio (SP, 1999); XVII Concurso Latino – Americano de Violão Rosa Mística (PR, 1998) -, Marcelo  empreende frutífera carreira internacional, tendo realizado anualmente turnês de concertos pela Espanha, França, Suíça, Portugal, Alemanha, Bélgica, Colômbia e Chile. No Brasil, já realizou turnês por mais de vinte Estados, tocando em teatros das capitais e do interior.

Marcelo Fernandes, já realizou turnês por mais de vinte Estados no Brasil

Marcelo Fernandes, já realizou turnês por mais de vinte Estados no Brasil

Neste concerto, o violonista trará um repertório completamente dedicado à música clássica para violão, com destaque á produção dos espanhóis Francisco Tárrega (1852 – 1909) e Fernando Sor (187 – 1939) e do brasileiro Heitor Villa Lobos. Trata-se de compositores que conheciam muito bem as potencialidades do violão, e que souberam explorá-las para obterem o máximo resultado dentro de seus estilos. Assim, Fernando Sor, pode ser entendido como um dos expoentes máximos do Classicismo violonístico (uma espécie de Mozart do violão), e a obra de Tárrega incluída neste programa (Fantasia sobre temas da ópera La Traviata de Verdi) possui um impressionante final apoteótico, além representar com propriedade a música ouvida na corte brasileira e na Europa, na segunda metade do século XIX.

Nesse mesmo sentido, Villa Lobos é o expoente máximo da produção brasileira para violão e a obra apresentada neste concerto (os três últimos estudos da série de doze estudos) apresenta sonoridades que, mesmo em nossos dias, deixam os ouvintes perplexos e ao mesmo tempo encantados – considerando a fragilidade do instrumento executado.

Será ainda apresentada a Fuga BWV 1001, para violino, de J. S. Bach (1685 – 1750) – este, considerado por muitos como um dos maiores expoentes da Música Ocidental todos os tempos. Bach viveu no final do período Barroco e por isso, sua música tinha por premissa a expressão dos afetos humanos. Era também muito religioso e professou dentro da fé luterana que todas as suas obras deveriam glorificar a seu Deus.  Por outro lado, o racionalismo de seu tempo o impeliu a construir um artesanato musical rigoroso, cuja subserviência à necessária expressão dos afetos resultou em uma produção de profundidade singular.

Por isso, ouvir uma fuga de Bach é, ao mesmo tempo, ter contato com uma obra de arte exemplar, em termos estruturais – uma espécie de racionalismo sonoro extremo – e, por outro lado, sentir essa estrutura sonora fluindo expressivamente, como uma espécie de mímesis da alma humana. A abertura desse concerto ficará a cargo do maestro Gean Euzébio, com os alunos do projeto AREFA e terá a participação especial da poetiza Delasnieve Daspet.

Esta apresentação marca o encerramento do Projeto “Um Violão Entre Amigos”, patrocinado pelo FIC – Fundo de Investimentos Culturais do Estado através de edital público – e que levou concertos do violonista para as cidades de Rio Negro, Corguinho, Rochedo, Ivinhema, Dourados, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo e Bocajá (distrito de Douradina). Durante as apresentações foram apresentados clássicos do repertorio violonístico brasileiro, com ênfase à produção dos pioneiros dessa arte, como Dilermando Reis, João Pernambuco e Américo Jacomino.

Ao lado de Marcelo Fernandes, se apresentaram diversos grupos instrumentais, como a Camerata dos alunos da Fundação Nelito Câmara, a Orquestra de Violão Criança Cidadã de Ribas do Rio Pardo e a orquestra de violões de Porto Murtinho. Também se apresentaram importantes nomes da música clássica sul-mato-grossense – como a pianista Mirian Suzuki, o violonista Edson Verbiski e o violonista Jardel Vinicius Tartari – além de jovens promessas do violão do Estado.

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