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Os agentes federais realizarão hoje terça-feira (25) é quarta-feira (26) uma paralisação em todo o país reinvindicando melhorias na instituição.
De acordo com nota divulgada pela Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), os policiais reclamam do sucateamento da PF e de uma espécie de “boicote do Governo Dilma à Polícia Federal”, e dizem que estão sendo punidos pelas operações anticorrupção que fizeram e atingiram líderes políticos ligados ao atual governo.
Além disso, os agentes afirmam que são a única carreira federal com congelamento salarial que completa sete anos. Durante a última década, o salário dos policiais federais foi reduzido à metade das demais carreiras federais, como Receita Federal, ABIN e Agências.
Na nota a PF declara que devido as restrições a cada ano mais de 250 agentes federais abandonam a instituição. Segundo eles, são servidores capacitados e experientes, com as mais diversas formações acadêmicas exigidas para o cargo.
Metade se aposenta precocemente, assim que completa as condições, e a outra metade migra para outras carreiras públicas prestigiadas pelo Governo, com o dobro de salário e sem o risco de vida inerente à função policial.
A concentração terá inicio as 08h30 e os atos públicos acontecem às 10h. A federação nacional e seus 27 sindicatos possuem 13.300 policiais federais filiados.
De acordo com a nota, serviços essenciais serão mantidos, pois o objetivo é conscientizar a população e não prejudicá-la. E com criatividade, o objetivo é chamar a atenção da sociedade para a visível na mudança do perfil de atuação da instituição, e agora comprovada com dados estatísticos produzidos pelo próprio órgão.
Mais protestos
No dia 7 deste mês os agente realizam o ‘dia do algemaço’, em todo o Brasil e teve adesão total de agentes, escrivães e papiloscopistas da delegacia de Dourados, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso do Sul, Carlos Cesar Silva.
De acordo com nota da Fenapef, os servidores estão há décadas sem uma lei orgânica que reconheça suas atribuições específicas, além da defasagem de 40% do salário. (Com informações do Dourados News).

