
Prefeitos durante evento – Foto: Édson Ribeiro
Uma comitiva de pelo menos 40 prefeitos de Mato Grosso do Sul participou ativamente da XXVII Marcha em Defesa dos Municípios, realizada na capital federal. O evento de quatro dias, organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), reuniu mais de 15 mil gestores públicos de todo o país para debater gargalos administrativos e pressionar o Governo Federal por mais recursos.
Segundo a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), a delegação do Estado focou em pautas prioritárias que afetam diretamente o caixa das prefeituras locais, como saúde, educação, saneamento básico, a regulamentação da Reforma Tributária e a redistribuição dos royalties do petróleo.
Pressão por socorro financeiro
O principal fantasma que assombra as administrações municipais atualmente é a instabilidade econômica. O prefeito de Aparecida do Taboado, José Natan (PP), alertou para o cenário de aperto financeiro que as cidades vêm enfrentando.
“Existem algumas pautas que vão ao encontro do que está acontecendo hoje, por exemplo, a queda de arrecadação que a gente vem tendo. Uma das brigas é aquele 1,5% adicional de FPM [Fundo de Participação dos Municípios]”, ressaltou o gestor, referindo-se à tentativa de garantir um repasse extra da União para aliviar as contas locais.
Desenvolvimento em sociedade
Para o prefeito de Itaquiraí, Thalles Tomazelli (PSDB), a união dos gestores em Brasília é a única forma de garantir que as demandas do interior do país sejam ouvidas nas tomadas de decisão nacionais.
“São 40 prefeitos só de Mato Grosso do Sul para reivindicarmos pautas que são prioritárias na gestão pública, aquelas pautas de eixos de saúde, eixos fiscais, que dão um controle e que a gente consegue levar para o desenvolvimento em sociedade. É para isso que os nossos municípios vão trabalhar”, pontuou Tomazelli.

Prefeita de Bodoquena, Girleide Rovari (MDB) – Foto: Édson Ribeiro
Força do municipalismo
A vice-presidente da Assomasul e prefeita de Bodoquena, Girleide Rovari (MDB), endossou o discurso de união e destacou que o evento funciona como um escudo contra medidas federais que oneram os municípios sem a devida contrapartida financeira.
“A Marcha é muito importante porque os municípios todos estão unidos, e a gente sabe das pautas criadas. Então, essa força de todos os prefeitos é importante para defender aquilo que vai impactar diretamente os nossos municípios”, concluiu a vice-presidente.
Com o encerramento do evento, os prefeitos retornam aos seus municípios com a missão de monitorar o andamento das promessas feitas pelo Executivo e Legislativo federal em Brasília.

