A Subsecretaria da Mulher e da Promoção da Cidadania de Mato Grosso do Sul realizou na manhã desta terça-feira, em Campo Grande, uma reunião técnica com membros da Câmara Estadual de Implementação do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as mulheres em MS para apresentar o Programa Mulher: Viver sem Violência, a Casa da Mulher Brasileira e as Unidades Móveis de Acolhimento às Mulheres do Campo e da Floresta em situação de violência em Mato Grosso do Sul que chegarão ao Estado no mês de novembro.
Um dos principais objetivos do encontro foi criar um grupo de trabalho multidisciplinar para acompanhar e garantir a efetiva operacionalização das ações definidas no Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Estado. Mato Grosso do Sul será contemplado com uma unidade da Casa da Mulher, em Campo Grande, duas unidades móveis para levar atendimento às mulheres vítimas de violência no campo, em aldeias indígenas e comunidades quilombolas, além de dois núcleos de atendimento às mulheres de fronteira, que serão instalados em Ponta Porã e Corumbá, já em 2014. Estes investimentos fazem parte do programa do governo federal que investirá cerca de R$ 265 milhões em todo o País no enfrentamento à violência de gênero.
Segundo a assessora técnica da Subsecretaria da Mulher, Dayana Arruda, a implantação do projeto em Mato Grosso do Sul com toda a estrutura que será disponibilizada vai ser ferramenta essencial no combate à violência contra a mulher, que ainda registra cerca de 700 mil casos em todo o País. “Este projeto vai dar mais visibilidade ao problema e fazer com que o assunto seja valorizado e menos banalizado. A Casa da Mulher Brasileira vai oportunizar que elas tenham acesso a palestras, informações, poderão fazer denúncias, além de encaminhamentos para o mercado de trabalho, por exemplo”.
A delegada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Rosely Molina, destaca que muitas mulheres ainda se intimidam a denunciar, por dificuldades de acesso ao aparato do Estado. “Principalmente as mulheres da comunidade rural não conseguem acessar ou desconhecem os meios que elas têm para se defender. Tudo que é feito para o enfrentamento à violência é muito válido e hoje, a situação da mulher já está melhorando, pois elas estão cada vez mais corajosas em denunciar. Porém os números ainda demonstram grandeza e o trabalho tem que ser contínuo”, finaliza.
Estiveram presentes na reunião membros da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social, Secretaria de Saúde, Educação, Justiça e Segurança Pública, Tribunal de Justiça, Ministério Público e da Sociedade Civil Organizada.

