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O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou a Justiça de seu país por ter mantido torcedores do Corinthians presos em Oruro.
Os membros de uniformizadas do clube paulista ficaram detidos sob a acusação e cúmplices na morte de Kevin Espada, 14 anos, atingido no rosto por um sinalizador dentro do estádio na partida San Jose 1 x 1 Corinthians, em 20 de fevereiro.
Todos os torcedores já foram liberados. Sete deles foram soltos em julho. Os cinco restantes foram libertados na semana passada, cinco meses após a prisão.
Morales considerou um erro deixar 12 brasileiros em regime fechado na penitenciária San Pedro.
“Se tivesse que acusar, que fosse um, não onze (doze, na verdade)”, declarou Morales, durante 19º Encontro do Foro de São Paulo, em São Paulo, no domingo.
Para viabilizar a libertação dos últimos cinco presos, o Corinthians doou US$ 50 mil.
Agora, a culpa deve recair para o menor H.A.M., que assumiu a autoria do crime dias depois da morte de Kevin. Depois de conceder uma entrevista ao Fantástico, ele depôs na Vara da Infância e no consulado boliviano, e deve ser o principal acusado no inquérito que corre no país vizinho.

