Um indígena morreu nesta quinta-feira (30) no Hospital Elmíria Silvério Barbosa em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, após dar entrada no local com ferimentos provocados durante o confronto com a polícia na fazenda Buriti no cumprimento de um mandado de reintegração de posse. A informação é do coordenador local da Fundação Nacional do Índio (Funai), Jorge das Neves.

Corpo de indígena morto em conflito é retirado de hospital. (Foto: Marcos Tomé/ Região News)
Segundo ele, outros quatro terenas foram internados com ferimentos e estão sendo transferidos para a Santa Casa em Campo Grande. O hospital confirma a morte, a quantidade de feridos, mas informou que vai pedir transferência para apenas um paciente ferido.
A assessoria da Polícia Federal disse ao G1 que além de indígenas, alguns agentes ficaram feridos porque os terena revidaram com armas de fogo. Ainda de acordo com a corporação, não há informações sobre mortos porque não é possivel contatar as equipes no local. Os terena se recusam a deixar a área. A sede da fazenda chegou a ser incendiada pelos indígenas. O fogo foi controlado pela equipe do Corpo de Bombeiros que foi ao local dar apoio na operação. Os agentes e militares usam balas de borracha e bombas de efeito moral para tentar controlar e retirar do local os índios, que estão armados com lanças e revidam atirando pedras.
Lideranças indígenas disseram ao G1 que foram surpreendidos pelas equipes da polícia. Já a Polícia Federal informa que tentou negociar a saída dos terena de dentro da fazenda antes do início do confronto.
O acesso para a propriedade está bloqueado. Foram encaminhados para o local quatro ônibus e pelo menos cinco viaturas do Cigcoe, pelo menos dez viaturas da Polícia Federal e duas do Corpo de Bombeiros.
A Polícia Militar encaminhou mais equipes de policiais para a operação, de acordo com o comandante da PM, coronel Carlos Alberto David dos Santos.
“Determinei a ida das equipes táticas de três batalhões de Campo Grande. Mandei também mais policiais da Cigcoe e mais munições”, afirmou. Segundo ele, a decisão foi tomada após a informação de que os terenas incendiaram a sede da fazenda e resistiram à desocupação. A quantidade de agentes não foi informada.
G1
