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Projetos psicossociais levam arte e profissionalização a reeducandos em Aquidauana

por Redacao
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“Aprender a Viver em Liberdade”, com esse nome sugestivo um projeto psicossocial desenvolvido há cinco anos no Estabelecimento Penal de Aquidauana (EPA) – uma das unidades gerenciadas pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) – tem contribuído para que os internos tenham a oportunidade de conquistar uma profissão, recebam palavras de incentivo à autoestima, ao mesmo tempo em que é trabalhado o fortalecimento espiritual. Ação idêntica também é realizada na unidade prisional de regime semiaberto da cidade.

Segundo a psicóloga Maria Odiney Moreira de Cabrera, o trabalho é constante, envolvendo sempre um grupo fechado, com uma média de seis a oito detentos, que são acompanhados até deixarem a unidade prisional. “Buscamos a inserção desses homens no convívio social, mais preparados como profissionais, mas também trabalhamos o lado das relações interpessoais, do papel deles como cidadãos”, comenta.

Recentemente, por meio da iniciativa, oito internos do EPA participaram de uma qualificação para o ofício de garçom (foto), com direito à certificação. Com 20 horas aulas, entre teoria e prática, a capacitação foi ministrada por um instrutor voluntário da cidade de Anastácio, com mais de 20 anos de profissão no currículo. Durante as aulas, eles aprenderam desde como limpar as taças, pratos e talheres, arrumar a mesa, a como atender e servir às pessoas.

Outro projeto que vem dando certo no presídio de regime fechado é o “Qualidade de Vida em 12 passos”, baseado na obra “12 semanas para mudar uma Vida”, de Augusto Cury. Divido em doze capítulos, em cada um deles o autor aborda um tipo de postura diante da vida, aprendendo a administrar as emoções, se inter-relacionar e a valorizar as coisas que realmente fazem sentido.

A idealizadora do “Qualidade de Vida” no EPA, psicóloga Tereza Rastelli Ramos Pires, explica que a ação dura 12 semanas, conforme é sugerido no livro, e atualmente envolve nove reeducandos, divididos em dois grupos. Desde 2007, quando teve início, até agora, cerca de 60 internos já foram contemplados.

O poder transformador da arte também é trabalhado por Tereza no Estabelecimento Penal de Aquidauana. O “Interarte” é uma das iniciativas mais jovens, tem apenas um ano e meio de existência, mas, através dele, vários trabalhos foram concretizados.

A ação consiste na qualificação dos participantes na produção de algum tipo de artesanato, sempre com o apoio de professores voluntários, sejam próprios servidores, internos ou da sociedade. “Já desenvolvemos peças em fuxico, costura, bordado, enfeites de natal, pesos para papel, montamos barquinho dentro da lâmpada, e agora os internos estão aprendendo a fazer pulseiras com pedrarias”, explica a psicóloga.

Ao contrário dos outros dois projetos psicossociais, o “Interarte” trabalha com grupos variados, conforme a demanda e oportunidade. Atualmente, seis reeducandos estão atuando na confecção das bijuterias.

O auxílio aos detentos também acontece por meio do “Alcoolismo: uma questão para refletir”, no qual encontros semanais são realizados pela equipe psicossocial do estabelecimento prisional, com o apoio do Grupo Alcoólicos Anônimos Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Aquidauana. O grupo funciona como uma irmandade de pessoas, que compartilham experiências, forças e esperança, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do vício.

E o “Renovando com Louvor”, há três anos, leva todas as sextas-feiras cânticos religiosos aos internos nos pavilhões. A equipe psicossocial com os reeducandos cantam músicas gospel, como uma forma de encerrarem a semana buscando a paz e a harmonia no ambiente prisional.

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