
O bioma passou de 25.170 hectares queimados em 2025 para 93.713 hectares em 2026 – Foto: Arquivo
Os incêndios no Pantanal sul-mato-grossense cresceram 272% em apenas um ano, conforme dados divulgados pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), nesta sexta-feira (4). O bioma passou de 25.170 hectares queimados em 2025 para 93.713 hectares em 2026.
O bioma também registrou aumento de 39,8% no número de ocorrências envolvendo incêndios florestais. Foram 130 ocorrências até 3 de setembro de 2026, contra 93 durante o mesmo período no ano passado.
Já o Cerrado teve redução de 53,2% na área queimada, passando de 42.158 para 19.719 hectares. Na Mata Atlântica, a redução foi ainda maior: 81,3%, de 13.805 para 2.585 hectares.
Conforme o boletim, durante os nove primeiros meses do ano, foram registrados mais de 2,2 mil incêndios em vegetação. O número representa uma redução de 21,7% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Estado registrou mais de 2,8 mil ocorrências.
O levantamento reúne informações do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Cemtec-MS (Centro de Monitoramento do Clima e do Tempo).
Probabilidade de fogo
O Cerrado de Mato Grosso do Sul concentra as principais áreas em “alerta” no Estado para riscos de incêndios florestais durante o trimestre de setembro a novembro de 2026, enquanto o Pantanal está classificado como área de “atenção”, conforme o mapa de probabilidade de fogo elaborado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
As áreas consideradas críticas estão concentradas em municípios das regiões central, norte, leste e nordeste, classificadas em nível de Alerta, com indicação de foco preventivo.
O cenário exige atenção, pois a expectativa é de aumento dos incêndios florestais nas próximas semanas, já que os meses de setembro e outubro costumam concentrar o pico dessas ocorrências no Estado. Além disso, a concretização de um El Niño forte pode prolongar a estiagem em Mato Grosso do Sul, conforme alertam especialistas.
mapa de probabilidade de fogo considera fatores como tempo seco, temperaturas e índice de ventos para indicar as áreas com maior risco de incêndios no país, classificando os municípios em estado de “alerta alto”, “alerta”, “atenção”, “observação” e “baixa probabilidade”. Na região Centro-Oeste, onde está localizado Mato Grosso do Sul, 23 municípios foram classificados em “alerta alto” e outros 154 em “alerta” até sua última atualização.

Previsão para os próximos dias
Conforme a previsão do Cemtec-MS, entre os dias 5 e 8 de setembro, Mato Grosso do Sul pode registrar chuvas e tempestades pontuais, com acumulados superiores a 30 a 40 milímetros em algumas áreas. Na segunda-feira (7) e terça-feira (8), o tempo volta a ficar firme, acompanhado de ar seco e umidade relativa entre 15% e 35%.
As temperaturas mínimas devem entrar em queda no início da semana, variando entre 8°C e 16°C, com possibilidade de pontos abaixo de Fonte: M 8°C na segunda-feira. Na terça-feira, as máximas sobem novamente e podem alcançar 31°C a 33°C nas regiões norte, Bolsão e Pantanal.
Risco para incêndios em MS
A combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e tempo seco aumenta significativamente o risco de ocorrência e rápida propagação de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul. Dessa forma, é fundamental reforçar as medidas preventivas e redobrar a atenção, especialmente em áreas rurais e próximas a regiões com vegetação seca.
Vale lembrar que a queima controlada está suspensa em Mato Grosso do Sul desde 1º de agosto, como medida preventiva para reduzir os riscos de incêndios durante o período de condições meteorológicas adversas. A recomendação é de que a população evite o uso do fogo e colabore com as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no Estado. Fonte: Midiamaxuol
