Depois de três rodadas de negociação, donos de frigoríficos e trabalhadores de Campo Grande não chegaram a um acordo salarial para fechar a Convenção Coletiva de Trabalho – CCT 2012/13, que já deveria estar em vigor desde 1º de março, data base da categoria. “A classe patronal insiste em não reconhecer o valor de seus funcionários, que são os maiores responsáveis pelo bom desempenho desse segmento nos últimos 12 meses”, criticou Vilson Gimenes Gregório, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Carnes e Derivados de Campo Grande e Região – STIC/CG.
Esta semana Vilson Gimenes esteve em São Paulo, conversando com a diretoria do Frigorífico JSB, para tentar chegar a um acordo sobre as reivindicações dos trabalhadores. Mas não deu certo. Ele voltou, pela segunda vez da Capital paulista, bastante decepcionado com a posição irredutível dos empresários, que estariam, segundo o sindicalista, “pensando apenas no próprio bolso, sem querer repartir uma parcela, mesmo pequena, com os trabalhadores”.
Os empresários insistem, por exemplo, no estabelecimento de um piso salarial de R$ 690,00. Os trabalhadores, por intermédio de seu sindicato, não aceitam. Eles querem acima de R$ 710,00, como tem dado vários segmentos do comércio e da própria indústria. O vale alimentação também não avançou, informa Vilson que quer chegar a um valor acima de R$ 100,00.
As duas categorias não têm dada marcada para discutir pela quarta vez a convenção coletiva. Mas ele espera que desta vez os empresários usem do bom senso e aprovem avanços significativos na remuneração dos trabalhadores nesse importante segmento da economia que vem obtendo lucros astronômicos a cada fechamento de ano.
