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Jornalista corumbaense tem filho assassinado por assaltantes

por Redacao
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O engenheiro Gino Rondon da Silva, 29 anos, morreu na madrugada de terça-feira, 6, enforcado por um dos quatro homens que invadiram sua casa para assaltarnum bairro de Manaus. Ele era filho do jornalista, radialista e publicitário corumbaense Gino Rondon, que mora em Rondonópolis desde o final dos anos 1980 e com freqüência visita Campo Grande para proferir palestras e dar cursos de dicção e oratória.

O crime está sendo apurado pela Polícia e o maior suspeito é um ex-empregado do Grupo Selco, empresa que presta serviços à Petrobras e para a qual trabalhava Gino Rondo Filho. Dias antes do assalto esse empregado havia sido demitido. Para cometer o crime, ele chamou o engenheiro, que abriu a porta e foi surpreendido por quatro homens. Na casa estavam a esposa e dois colegas de trabalho de Rondon Filho.

Talvez por ter sido reconhecido um dos criminosos decidiu matar o engenheiro e o enforcou com um fio elétrico, antes de fugir da casa levando três aparelhos celulares, três notebooks, três veículos e dois aparelhos de ar condicionado. Enquanto Rondon Filho agonizava, os dois visitantes e sua esposa tentavam livrar-se das amarras e sair do banheiro onde haviam sido trancados. Só conseguiram esse intento cerca de três horas depois da invasão. O engenheiro chegou a ser levado para o hospital, mas morreu antes de ser atendido.

O jornalista Gino Rondon – que também foi funcionário do Banco do Brasil – dirige uma empresa de consultoria em marketing e promove cursos e seminários sobre oratória e assessoria de comunicação. Antes de mudar-se para Mato Grosso, onde foi secretário de Imprensa da Prefeitura de Rondonópolis, trabalhou como locutor em emissoras de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Em Corumbá, trabalhou nas rádios Clube e Difusora e teve entre seus principais companheiros de programas e produções radiofônicos o jornalista Edson Moraes, que escreveu esta mensagem ao amigo

“Por enquanto, seja a rocha firme de sua esposa e dos seus. Assuma todo o peso desta dor, mas supere-se pelos que ficam e, sobretudo, por este que já está no plano de Deus. É por seu filho que você e sua Edna vão prosseguir. Vocês agora é que são a continuação dele. Quando quiser e quando precisar, meu amigo, estou aqui. Pouco posso fazer para amenizar sua dor, mas esse pouco é de vocês, hoje e sempre.

com informações de Edson Moraes

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