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Conservar o Parque Nacional do Pantanal é menos oneroso do que recuperar

por Redacao
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O Parque Nacional (PARNA) do Pantanal Matogrossense foi criado em 1981, com aproximadamente 135 mil hectares com regulação fundiária total, num perímetro de 260 km, no município de Poconé, extremo sudoeste de Mato Grosso, na divisa com Mato Grosso do Sul, localiza-se na faixa de fronteira com a Bolívia e é de suma importância para a conservação da biodiversidade pantaneira, por ser berçário de estoques pesqueiros e abrigar importante sítio arqueológico com petróglifos e pinturas rupestres que datam três mil anos no Morro do Cará-Cará.

O chefe do parque, José Augusto, explica que o PARNA tem localização privilegiada, daí sua relevância política e biológica: “Estamos a montante da confluência dos dois principais rios da bacia do alto Paraguai, Cuiabá (ou são Lourenço) e Paraguai e temos reconhecimentos internacionais, como Patrimônio Natural da Humanidade e representante do Brasil na convenção mundial das áreas úmidas (Sítios Ramsar).

Temos várias parcerias com instituições de pesquisa. E isso gera o que chamamos de oportunidades que o parque cria, pois em seu entorno temos RPPNs, o que tornou possível trabalharmos com o gerenciamento de recursos públicos e privados, através do ICMBio e do IHP, este último, que através da empresa OGX, oferece recursos para programas de custeio e implantação de infra-estrutura pra recebermos turistas em breve. As comunidades do entorno têm apoio institucional do PARNA e fornecem mão-de-obra, assim mantemos a cultura do homem pantaneiro.”

Ele explica que o parque está aberto à visitação de pesquisadores e vem se preparando para atender a demanda de turismo da Copa do Mundo de Futebol do ano de 2014. A área do PARNA outrora era formada por fazendas de pecuária extensiva e que hoje servem de exemplo de que recuperar áreas antropizadas é mais oneroso do que conservá-las. José Augusto relata que o PARNA do Pantanal Matogrossense atualmente serve de modelo para o Parque de Everglades, nos Estados Unidos, onde são investidos milhares de dólares tentando recuperar a área que começou a sofrer ações desde o século XIX : “Aqui temos uma exuberância de biodiversidade conservada que serve de exemplo para o mundo. Sem dúvidas, conservar é mais barato do que recuperar”.

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