Início » DEM aposta em reviravolta no cenário político de Dourados

DEM aposta em reviravolta no cenário político de Dourados

por Redacao
0 comentários
De olho na disputa interna do PMDB em torno da indicação do candidato do partido que concorrerá à prefeitura de Dourados nas eleições de outubro do ano que vem, o DEM aposta numa reviravolta no cenário político local visando se consolidar como uma das fortes  alternativas no próximo pleito. 
O presidente regional do DEM, deputado estadual Zé Teixeira, e o diretor-presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, são os pré-candidatos da legenda à sucessão do prefeito Murilo Zauith (PSB). 
A briga por espaços nos quadros peemedebistas entre os deputados federais Geraldo Resende e Marçal Filho é um forte ingrediente que agrada tanto ao prefeito em sua caminha à reeleição, quanto aos democratas, pois o confronto entre duas tendências poderá culminar com eventual desgaste político e, consequentemente, com o recuo de candidatura pelo cargo majoritário. 
Incumbido de dar destino ao rumo do PMDB no segundo maior colégio eleitoral do Estado, o governador André Puccinelli já declarou à imprensa local que poderá mudar de ideia, unindo seu grupo político num eventual apoio ao projeto de reeleição de Murilo. 
Para analistas, não foi à toa que André Puccinelli afirmou recentemente que sua situação perante o quadro eleitoral é muito difícil, pois não tem como escolher entre Murilo e Geraldo Resende, uma vez que  considera ambos como seus filhos. 
Em entrevista na manhã desta quinta-feira ao Bom Dia MS, o governador disse que não vai participar de campanha em cidades onde aliados estão brigando, citando os exemplos de Costa Rica, onde o prefeito Jesus Baird (PMDB) e o ex-prefeito Waldeli dos Santos Rosa (PR) devem se enfrentar, e Dourados.
“A solução para este impasse, na minha opinião, seria unir os dois, eu não vejo outro caminho”, disse o governador no final de novembro, dias após apontar o deputado do PMDB como favorito nas pesquisas internas do partido. 
Essa leitura também é compartilhada pelo diretor-presidente da Sanesul. Em entrevista na manhã desta quinta-feira na Governadoria ao jornal O Progresso, durante ato de assinatura de convênio com os municípios, Barbosinha avaliou como confuso o quadro político do momento em Dourados. 
“É uma avaliação um tanto quanto confusa, não tem uma definição. Por enquanto, tem o prefeito, que é candidato à reeleição, e tem outros candidatos que ainda estão indefinidos. O PMDB conta com três nomes, e o meu partido também nos apresentamos nesse processo para numa eventualidade disputar as eleições. Penso que o democratas está bem representado no legislativo municipal, tem um deputado estadual e  um federal. É um partido que está buscando oportunidade dentro do cenário político de Dourados”, afirmou. 
O diretor adiantou que a estratégia do DEM, que conta com quatro representantes na Câmara de Vereadores, é arregimentar outras forças políticas em torno de seu candidato em 2012. “Nós estamos, juntos com o deputado Zé Teixeira, nos colocando no processo político na possibilidade de agregarmos outros partidos para disputar as eleições”, emendou o dirigente.  
Pesquisas
Apesar de surgir com apenas 1% na última pesquisa de intenções de voto divulgada na semana passada pelo Ibrape (Instituto Brasileiro de Pesquisa), na qual Murilo e Geraldo aparecem empatados tecnicamente, Barbosinha acredita em desempenho satisfatório durante o próximo pleito, ressaltando que o resultado reflete apenas o momento. 
Ele citou, como exemplo, o fato de André Puccinelli ter vencido a disputa pela prefeitura de Campo Grande, pela primeira vez, quando iniciou a campanha com apenas 3% das intenções de voto.  
“Pesquisa é reflexo de momento, é muito difícil você avaliar pesquisa como resultado de eleição. Eu quando fui para Angélica para disputar a eleição, tinha menos 2% nas pesquisas e acabei me tornando prefeito da cidade. Então, na verdade, se você coloca dentro do contexto político de uma pesquisa uma pessoa que já detém mandato eletivo normalmente essas pessoas são mais conhecidas da população, portanto a pesquisa ela reflete o momento, mas não reflete aquilo que vai acontecer, até porque a eleição será em outubro. Penso que é um indicador, mas não tem nada resolvido em Dourados”, avaliou Barbosinha,  que ontem ouviu o governador relembrando em conversa com os prefeitos a reviravolta em sua primeira campanha na Capital, quando derrotou Zeca do PT por apenas 411 votos de diferença.
conjunturaonline

Você Pode Gostar