Em visita a Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira, o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, se encontraram com dirigentes das Forças Armadas, com o governador André Puccinelli e o secretário de Segurança Pública do Estado, Wantuir Jacini, além de instituições federais de segurança para conhecer o andamento e resultados parciais da Operação Ágata 3. Em rápida entrevista coletiva após reuniões fechadas, Temer disse que considera extraordinário o alcance da Operação, porque além do enfrentamento aos crimes de fronteira, ela está proporcionando ação social voltada às comunidades onde acontece.
Segundo o vice-presidente, iniciativas assim devem continuar, com base na avaliação de que os resultados são altamente positivos. “As informações que recebemos, como a do depoimento do governador hoje aqui, são de que todos querem que a operação continue”, afirmou.
A comitiva liderada por Temer e o ministro Amorim chegou à Base Aérea de Campo Grande aproximadamente às 15 horas, e foi recebida pelo governador e o comandante do Comando-Militar do Oeste. O grupo se deslocou para a sede do CMO, onde manteve reunião por cerca de uma hora. No encontro, representantes da Marinha, Exército e Aeronáutica e dos órgãos de Segurança Pública do Estado e federais fizeram um balanço parcial do andamento das ações em seus respectivos campos de atuação. Os comandantes apresentaram depois às autoridades civis o centro de comando e controle da Operação Ágata III, instalada na sala de controle operacional do CMO.
De Campo Grande, a comitiva seguiu para Cáceres, em Mato Grosso, para prosseguir a visita à área da operação. A Ágata 3 está acontece desde o dia 22 de novembro, sob coordenação do Ministério da Defesa, em ação conjunta das Forças Armadas, com apoio de outros órgãos federais e estaduais, como a Polícia Federal, o Ibama, a Receita Federal, PRF, Sistema de Proteção da Amazônia, Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência, Agência Nacional de Aviação Civil, Funai, e com participação das instituições estaduais de segurança pública do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, para combater delitos transfronteiriços e ambientais na faixa de fronteira Oeste.

