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Produtividade de floresta da Fíbria sobe e investimento cai

por Redacao
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As maiores taxas de produtividade da base florestal da Fibria, especialmente das florestas que abastecerão a segunda fábrica de celulose a ser construída em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, podem contribuir para que a companhia necessite de investimentos inferiores aos previstos ao longo de 2011. Esse efeito, somado à decisão da companhia de ampliar a participação de terras de terceiros na base florestal que abastecerá o projeto, levou a companhia a fazer a primeira revisão no final do mês passado: o investimento previsto para 2011 caiu de R$ 1,64 bilhão para R$ 1,5 bilhão.

Esse número, segundo o presidente Marcelo Castelli, ainda tem um “viés de reduzir um pouco mais”. “Achamos que a produtividade (da floresta) está melhor do que a prevista. Além disso, definimos que a participação de terras próprias será de 30%”. Inicialmente, essa participação estava prevista em 60%, porcentual que foi reduzido para 50% em um segundo momento. Com as mudanças, a participação de terras de terceiros (arrendadas, principalmente) saltou para 70%.

O projeto tem início de operação previsto para setembro ou outubro de 2014, mas a decisão final sobre a construção será tomada somente no final de 2012. Por isso, Castelli descarta fazer qualquer revisão de cronograma neste momento, a despeito da turbulência na economia dos países desenvolvidos e o consequente impacto na demanda mundial por celulose. “O momento é de manter tranquilidade”, disse.

Castelli também destacou que a companhia observará com atenção a situação de oferta. Segundo o executivo, os estudos apontam que o mercado comporta o início de produção de uma nova fábrica de celulose por ano. “Não vamos pressionar o mercado se o mesmo não tiver condições de trabalhar. Defendemos a disciplina dos projetos”, afirmou, referindo-se a um conceito bastante discutido entre os executivos do setor, de que os fabricantes precisam evitar uma sobreoferta do insumo no mercado.

Por se tratar de um projeto associado a uma linha de produção já existente, Castelli acredita que a nova fábrica de Três Lagoas será mais competitiva do que novas fábricas. A previsão do executivo é de que o investimento estimado por capacidade instalada de tonelada em projetos com esse perfil fique entre US$ 1.300 e US$ 1.400, ou até mesmo um pouco abaixo desse patamar. No caso de novos projetos, esse número está ao redor de US$ 1.500 por tonelada de produção futura por ano.

Estadão

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