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Motossocorrismo completa dois anos em Campo Grande

por Redacao
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O Serviço de Moto Operacional conhecido como “motossocorrismo” do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul completou dois anos de implantação na Capital. Amanhã (12) a Corporação realiza uma solenidade alusiva ao aniversário do serviço com homenagens aos primeiros motossocorristas. O evento será às 9 horas, no Quartel do Comando Geral, localizado na rua Augusto Correa da Costa, 376, Jardim América. Na ocasião também serão homenageados militares pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

Com dois anos de criação, o motossocorrismo em Campo Grande comprova viabilidade e economia. “É uma ferramenta essencial para a redução de tempo de resposta no atendimento e de gastos, além da facilidade de manter a estrutura”, comenta o chefe do Centro de Resgate e Atendimento Pré-Hospitalar, major Marcello Frahia. A manutenção com as motocicletas é menos onerosa do que com veículos quatro rodas, além de proporcionar economia com a moto que roda mais quilômetros com menos combustível.

Conforme Marcello Frahia, o serviço de moto operacional implantando no mês de julho de 2009 manteve a redução de 20% no tempo de resposta no atendimento das emergências. “Nas ocorrências, as motos vão na frente para checar a veracidade dos fatos e prestar os primeiros atendimentos. Dependendo da situação, não há a necessidade do deslocamento de uma estrutura maior”, explica. Do total de atendimentos dos Bombeiros, pelo menos 30% envolvem socorros de pessoas que tiveram mal súbito, de residências ou estabelecimentos com vazamento de gás, entre outras situações.

O tempo de resposta está entre cinco e sete minutos. Dentro das mochilas das equipes há desfibriladores, equipamentos para respiração artificial, além de kits específicos para cada urgência como queimaduras, gestantes, entre outros. De acordo com o chefe do Centro de Resgate e Atendimento Pré-Hospitalar, cada equipe é formada por duas motocicletas, uma transportando material para emergência clínica e outra levando material para emergência traumática. “No total contamos com seis motos sendo duas para cada equipe e uma de reserva para cada”, informa. Cada moto equipada com rádio transmissor custa em média R$ 15 mil.

Os motossocorristas atuam nos grupamentos do Centro de Campo Grande, localizado na rua 14 de Julho e na avenida Costa e Silva, cobrindo desta forma, as regiões norte e sul, onde ocorre maior número de ocorrências. “Do total de atendimento dos Bombeiros, 70% são acidentes de trânsito. A cada dez acidentes, sete envolvem motociclistas”, revela Marcello Fraiha. Os militares que atuam como motossocorristas passaram por uma capacitação na Polícia do Exército.

Segundo Fraiha, o objetivo é levar o serviço de Moto Operacional para o interior do Estado. Devem ser beneficiados os municípios de Corumbá, Dourados e Três Lagoas. Outra novidade é a intenção de utilizar o GPS nas motocicletas, como já acontece em algumas viaturas dos Bombeiros para facilitar o deslocamento das equipes no atendimento às ocorrências.

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