
Deputado estadual Pedro Kemp (PT) destacou a importância da mobilização popular – Foto: Arquivo
“A luta deste 1o de maio tem como marca o fim da escala 6/1. Quando tentaram aprovar as férias remuneradas. os patrões disseram ‘vai quebrar o Brasil’. Quando tentaram aprovar o 13o, disseram ‘agora vai quebrar o Brasil’. E, quando lá no passado quiseram abolir a escravatura disseram ‘vai quebrar o Brasil’. E o Brasil nunca quebrou”.
Durante a Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Campo Grande, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) destacou a importância da mobilização popular e reafirmou o compromisso com o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários.
Em sua fala, Kemp dialogou diretamente com diferentes categorias presentes no ato, como comerciários, trabalhadores da construção civil, frentistas, mototaxistas, motoristas de aplicativo e taxistas, reconhecendo a realidade de jornadas longas e, muitas vezes, exaustivas.
O parlamentar relembrou que conquistas históricas sempre enfrentaram resistência.
Segundo ele, quando surgiram as férias remuneradas, o 13º salário e até mesmo a abolição da escravatura, houve quem dissesse que “o Brasil ia quebrar”. No entanto, o país seguiu avançando.
Kemp defendeu que a redução da jornada é essencial para garantir mais qualidade de vida. “Queremos que o trabalhador e a trabalhadora tenham mais tempo com a família, com seus filhos, mais vida além do trabalho”, afirmou.
Ele também destacou que experiências internacionais comprovam que a redução da jornada não prejudica a economia, citando países europeus onde houve crescimento mesmo com menos horas de trabalho.
A principal pauta da mobilização é o fim da escala 6×1, com redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial — medida considerada fundamental para enfrentar jornadas desumanas e garantir direitos básicos como descanso, saúde, estudo e convivência comunitária.
O deputado também ressaltou o impacto positivo da proposta para as mulheres, que enfrentam múltiplas jornadas de trabalho, e reforçou a importância da união para pressionar o Congresso Nacional pela aprovação das pautas.
Ao final, Kemp fez um agradecimento especial aos professores aposentados, servidores públicos, sindicatos e movimentos sociais, reconhecendo o papel fundamental dessas organizações na luta histórica por direitos.
A Marcha da Classe Trabalhadora foi realizada no dia 30 de abril de 2026, na Praça do Rádio.
Principais reivindicações:
– Redução da jornada de trabalho, com fim da escala 6×1, sem redução de salários
– Regulamentação do trabalho por aplicativos
– Combate à pejotização e fraudes nas relações de trabalho
– Regulamentação da negociação coletiva no setor público
– Enfrentamento ao feminicídio, à violência de gênero, ao racismo e à LGBTfobia
– Reforma Agrária e fortalecimento da Agricultura Familiar
– Demarcação das terras indígenas
– Defesa do SUS e universalização do saneamento

