
Encontro físico entre os dois países deve acontecer no mês de maio – Foto: Divulgação/Saul Schramm
A Ponte Bioceânica, encontro físico entre Brasil e Paraguai, está 90% concluída. As obras entraram na reta final e o encontro entre os dois países deve acontecer antes do final do mês de maio.
A ponte possui 1.294 metros de comprimento e 29 metros de altura e passa por cima do Rio Paraguai. Os trabalhos de construção da ponte ocorrem entre Porto Murtinho, na lado brasileiro, e Carmelo Peralta, no Paraguai.
Até a última medição, a distância entre as extremidades brasileiras e paraguaias era de apenas 46 metros, a chamada “beco de las aduelas”, dos 350 metros que compõem o vão central sobre o rio.
Do lado brasileiro, seguem os trabalhos de montagem dos viadutos de acesso com pilares e vigas de concreto, executados pelo Consórcio PDC Fronteira.
Já do lado paraguaio, continuam os serviços de aterro hidráulico para o acesso de cerca de 4 km até a Ruta PY-15, a espinha dorsal da Rota Bioceânica no Chaco paraguaio.
O orçamento da ponte é estimado em US$ 85 milhões e foi financiada com recursos da Itaipu Binacional.
Além das obras da ponte, foi discutido seu acesso à rodovia BR-267, com 13,1 quilômetros de extensão, que está com 35% das obras executadas. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a obra exigiu a construção de diversas pontes e bueiros por atravessar uma região bastante úmida.
Já as obras do Centro Aduaneiro, do lado paraguaio, as obras físicas ainda não começaram porque aguardam definições das autoridades do Paraguai.
Durante reunião virtual nesta quarta-feira (29), representantes dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai e Chile discutiram sobre os avanços e atualizações do andamento das obras do Corredor Bioceânico de Capricórnio, rota que liga rodovias entre os Oceanos Pacífico e Atlântico.
Essa ligação entre os países deve levar a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.
Obras
Após a junção entre as duas frentes, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização.
A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, em novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.
A Rota Bioceânica será um corredor rodoviário com extensão de 2.396 quilômetros que liga os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico ao Pacífico, pelos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina.
A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.
O investimento, de US$ 100 milhões, é totalmente financiado pela Itaipu Binacional, do lado paraguaio.
Ponte
A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto que soma US$ 1,1 bilhão de investimentos do governo paraguaio, no trecho total de 580 km, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.
Desse montante são:
US$ 440 milhões já garantiram a conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata;
US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional;
US$ 354 milhões financiam a pavimentação da Picada 500 (PY-15);
Outros US$ 200 milhões serão aplicados no segmento entre Centinela e Mariscal.
A execução da ponte está sob responsabilidade do Consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gómez. Fonte: Correio do Estado

