Com o fechamento do ano fiscal de 2010, a direção mundial da Audi anunciou os resultados financeiros da empresa. Os números, os mais positivos da história da empresa, não foram suficientes para superar as rivais BMW e Mercedes no segmento “premium”, que voltou a crescer depois da crise em quase todos os mercados do mundo.
A receita da montadora chegou a 35,4 bilhões de euros (cerca de US$ 49,2 bi) –18,8% maior do que em 2009. O lucro operacional cresceu 108%, passando de 1,70 bilhões de euros, em 2009, para 3,34 bilhões em 2010.
“Este é o melhor ano na história da empresa. Com novas tecnologia e corte de custos, deixamos a produção mais eficiente, elevamos as vendas e chegamos a uma rentabilidade operacional das vendas de 9,4%”, comemora Rupert Stadler, presidente mundial da Audi.
Em 2010, a Audi vendeu 1,09 milhões de carros. Uma alta de 15% ante as 950 mil unidades em 2009.
A Audi, porém, ainda perde para a BMW, líder mundial de vendas, entre marcas “premium”, seguida pela Mercedes. Mesmo ranking visto nas vendas brasileiras.
A Audi assumiu a liderança na Europa e teve crescimento de 43% na China, onde também passou para a primeira posição. A BMW ainda tira a diferença com as vendas nos EUA.
Para mudar o quadro, a Audi aumentará produtos e investimentos destinados a outros mercados emergentes como Índia e Brasil.
SEM FÁBRICA NO BRASIL
Peter Schwarzenbauer, membro do conselho diretor e responsável mundial por marketing e vendas da Audi, no entanto, não considera voltar a fabricar carros no Brasil. Em 2003, a Audi fabricava o A3 na planta de São José dos Pinhais (PR), onde a Volkswagen produz a família Fox.
“Apesar do crescimento nas vendas, ainda é um volume muito baixo para sustentar uma fábrica. O Brasil, assim como a Índia, são mercados promissores, mas ainda em um nível de vendas pequeno”, afirma Schwarzenbauer.
O volume de vendas considerado pela marca como suficiente para discutir iniciar uma operação local é 100 mil carros por ano, como o que a Audi tem nos EUA.
Schwarzenbauernão descartou utilizar a fábrica do grupo Volkswagen (proprietária da Audi) em Puebla, no México, para exportar modelos para o Brasil sem o Imposto de Importação de 35%, reduzindo o preço dos modelos.
“É uma possibilidade, mas não há nada decidido no momento”, diz.
No Brasil, em 2010, a Audi vendeu 3.266 carros. Um crescimento de 61% na comparação com 2009. Para 2011, a marca planeja dobras as vendas e emplacar cerca de 6.500 unidades.
