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Impopularidade do prefeito Nelsinho Trad cresce e perde apoio

por Redacao
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As decisões e medidas impopularidades que o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) tem adota em Campo Grande podem acabar prejudicando seriamente suas pretensões políticas futuras. A impopularidade vem crescendo de forma galopante, especialmente depois do superaumento do IPTU, que, segundo os vereadores, teve reajusta de 42% a 400% em decorrência da decretação da valorização da planta imobiliária da Capital.

Também têm gerado grande descontentamento, mesmo entre seus aliados na Câmara da Capital, as posições de Nelsinho Trad em relação aos shows na Expogrande e ao local para realização do desfile das escolas de samba de Campo Grande.

Nesta semana, o próprio presidente da Câmara da Capital, Paulo Siufi (PMDB), fez um discurso contundente, lamentando que os erros políticos de Nelsinho Trad acabem maculando a imagem do Legislativo Municipal.

Lembrou que a Câmara aprovou mudança na Lei do Silêncio a fim de resolver o impasse sobre os shows na Expogrande, num acordo que inclusive previa que esses eventos artísticos ocorreriam mais cedo, das 21h às 23h, reduzindo o impacto na vizinhança residencial do Parque Laucídio Coelho, reclamando que mesmo assim Nelsinho declarou que a norma já nasceu morta.

Observou ainda, com apoio de outros vereadores, que, se houvesse justiça na argumentação do prefeito, o mesmo critério deveria ter sido considerado em relação à sua intenção de levar o desfile das escolas de samba para a Área do Papa, já que lá também há vizinhança residencial e inclusive um hospital, o Evangélico.

O imbróglio em relação aos agentes comunitários de saúde, que continuam em greve, também tem provocado grande insatisfação. Nelsinho adotou uma postura instransigente de não negociar enquanto os servidores estiverem parados; estes, porém, continuam firmes, reivindicando parcela integral dos rendimentos que consideram ter direito nos repasses federais e denunciando irregularidades.

Sucessão estadual

Não faz muito tempo, Nelsinho Trad também acabou polemizando com o próprio governador André Puccinelli, trocando farpas desnecessárias que podem contribuir ainda mais para seu isolamento político. Não é à toa que André, recentemente, deixa evidente que já há outros nomes em evidência para sua sucessão no governo do Estado, como o deputado federal mais votado do Estado Edson Giroto, a vice-governadora Simone Tebet e o deputado federal Luiz Mandetta.

Pesa também o fato de que Nelsinho Trad ficará dois anos sem mandato político, na “sombra” dos acontecimentos institucionais, já que deixa a Prefeitura de Campo Grande em 2012, provavelmente nem mesmo conseguindo emplacar seu sucessor se continuar irritando o governador André Puccinelli.

A vaga para o Senado em 2014 poderia ser a solução para Nelsinho Trad prosseguir sua carreira política, que está perdendo fôlego a cada dia que passa. Mas o PSDB é aliado de primeira hora de Puccinelli em Mato Grosso do Sul e Marisa Serrano deve ter a preferência dos governistas para continuar com a vaga.

Uma enquete lançada pelo site MS Notícias, embora não tenha caráter científico, revela que hoje é muito alta a impopularidade do prefeito Nelsinho Trad, com quase 52% dos internautas considerando “péssima” sua administração. Apenas 15,86% deles consideram “ótimo” o segundo governo de Nelsinho e 11,45% o consideram “bom”. Para 20,70% é apenas “regular”.

msnoticias

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