Deputados e senadores estão recebendo em mãos uma pauta de reivindicação das centrais sindicais que pedem, entre alguns itens, a colocação imediata na pauta de trabalho, o projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o projeto que acaba com o fator previdenciário.
De acordo com José Lucas da Silva, coordenador regional do Fórum Sindical dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul – FST/MS e membro da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), as centrais querem sensibilizar os parlamentares em relação a essas questões. “A idéia é fazer um grande lobby junto aos parlamentares nos gabinetes e nas comissões de trabalho em favor dessas propostas”, explica o sindicalista.
A redução de jornada para 40 horas semanais, sem redução de salário, segundo José Lucas, vai permitir que os trabalhadores façam cursos de aperfeiçoamento e se qualifiquem para galgar novos cargos e funções nas empresas. “Além disso – explicou Lucas – o mercado abrirá novas oportunidades de trabalho”, afirmou.
Sobre o fator previdenciário, fórmula para calcular o temo de aposentadoria, que acaba prejudicando o trabalhador na hora de se aposentar, José Lucas da Silva informou que a contrariedade é geral contra esse “instrumento” do governo. “Esse famigerado fator reduz em até 40% o valor das aposentadorias no Brasil. Uma grande injustiça para quem trabalha durante toda uma vida”, desabafa o sindicalista.
O fator previdenciário leva em conta o tempo de contribuição do trabalhador, sua idade e a expectativa de vida dos brasileiros. Ano passado, foi aprovado pelo Congresso Nacional uma emenda que acabava com o fator previdenciário, mas foi vetado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As centrais querem a derrubada desse veto.
Salário Mínimo – Além desses dois temas está na pauta das centrais o salário mínimo de R$ 580. O governo insiste em R$ 545, mas os sindicalistas acreditam que é possível sim chegar ao valor reivindicado pelo movimento sindical brasileiro.
José Lucas da Silva faz um apelo especial aos parlamentares da bancada de Mato Grosso do Sul (deputados e senadores), para que analisem “com carinho” essa pauta de reivindicação que está sendo entregue pelas centrais e que fiquem a favor dos trabalhadores brasileiros na hora de votar. “Nossos deputados e senadores sempre estiveram conosco em lutas como essa e pedimos agora para que eles continuem ao lado do trabalhador brasileiro”, afirmou José Lucas.
