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Craque infantil de MS brilha no futebol e encanta os paranaenses

por Redacao
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Com apenas 10 anos, Rondon já acumula títulos e experiência no salão e nos gramados

 

Ele nasceu em 13 de novembro de 2010. Acabou de completar 11 anos. Logo, as primeiras transformações na passagem da infância para a adolescência começam a aparecer. Mas não há pressa, embora no próximo ano o ambiente escolar e esportivo em que vive também sofrerá algumas modificações. Nas quadras e nos gramados, o menino vai subir de categoria por faixa etária. Está pronto. Tem confiança. Já superou barreiras das mais difíceis para sua idade. É um vencedor.

João Guilherme Rondon de Oliveira é de Campo Grande. A família e o futebol, suas paixões maiores – juntamente com a que nutre pelo Flamengo – já o fizeram mudar de ares algumas vezes e até trocar de Estado. Para jogar, já percorreu territórios de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. E agora está morando em Londrina, no Paraná, cidade para onde seu pai foi trabalhar com uma representação de automóveis.

Parar e voltar – Antes de ser reconhecido e conquistar os elogios dos paranaenses, Rondon – como ficou conhecido – viveu em Campo Grande desafiadoras experiências na infância. Começou a jogar com cinco anos, atuando na linha e geralmente na lateral-esquerda, por ser canhoto. Vez em quando brincava de goleiro. Mas aos oito anos sofreu um baque violento: uma doença na cartilagem do joelho direito (ostreocondite dissecante) deixou-o sem poder jogar por um ano.

João Guilherme Rondon, seu treinador e o troféu de goleiro menos vazado no campeonato de Londrina – Foto: Álbum de família

Atravessou bravamente cinco meses andando de muletas. Sem desistir do sonho, acreditou, fez o tratamento e venceu a batalha. Então o Escolinha de Futebol Chelsea Brasil MS chegou, com um professor que o viu brincando de goleiro e o convidou para defender a equipe.

Rondon ainda atuou mais uns seis meses na linha, até que o professor decidiu escalá-lo no gol. Aí o ex-lateral-esquerdo encontrava debaixo das traves o seu lugar de vocação para o futebol. A posição é das mais ingratas, mas também consagradora, por causa do elevado grau de dificuldade na arte e na capacidade de evitar que suas redes sejam balançadas.

A iniciação no TAAF (Treinamento Acompanhamento Atletas no Futebol) e no Colégio Oswaldo Tognini (Funlec) foi a chave que abriu as portas para competições dentro e fora do Estado: Copa Renato Branco, Copa Estadual, Interestadual, Copa Pelezinho e outras.

Em junho de 2021 seu pai, Orley Oliveira, mudou-se com a família ( a mãe, Flávia; a irmã, Helena; e ele) para Londrina, no Paraná. Foi abrir uma firma de representação de automóveis. E Rondon iniciou nova vida e nova trajetória esportiva jogando futebol de salão pelo Londrinense Esporte Clube e de gramado pelo São Caetano PR. Com brilhantismo, desde então o craque vem disputando, ganhando títulos e conquistando prêmios individuais, como o de goleiro menos vazado e campeão do Metropolitano de Futsal pelo LEC.

Rondon é agradecido a Deus, que lhe deu o dom, e a várias pessoas que sempre acreditaram em seu potencial. Primeiro, os pais, Orley e Flávia e a irmã Helena; os avós (os maternos são Gino Rondon e Edna); familiares; professores de Mato Grosso do Sul e do Paraná; e os incentivadores que nos dois estados o fortaleceram nos momentos difíceis e o animaram a lutar pela realização de seus sonhos. Rondon, um vencedor, talentoso, alegre, mas disciplinado e responsável, já não precisa provar mais nada. Só o Brasil é que precisa conhecê-lo.

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