Os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) continuam enfrentando dificuldades quando precisam de medicamentos em Dourados. Chegam a faltar desde remédios da rede básica, como o omeprazol, ibufrofeno e paracetamol, até controlados como o propranolol e a prednisona. Mas, enquanto algumas compotas estão vazias na farmácia municipal e dos postos de saúde, cerca de 300 mil unidades serão descartadas porque passaram do prazo de validade, antes mesmo de sair do estoque.
Os remédios vencidos foram encontrados durante um levantamento feito no almoxarifado da Central de Abastecimento Farmacêutico da prefeitura, de onde saem os medicamentos que são distribuídos às farmácias públicas. “Esses foram os que nós conseguimos identificar e tiramos do estoque. Alguns estavam vencidos desde o ano passado”, afirmou o diretor da Central, Racib Panage Harb.
O material já está em local separado dos que serão distribuídos às farmácias municipais e passa por avaliação para saber quais foram os tipos de medicamentos retirados. “Aqui deve ter uma média de 200 a 300 mil unidades, tem de tudo, nós ainda estamos catalogando”, afirma o diretor. A quantia será levada para a vigilância sanitária, que deve acompanhar o despejo dos remédios vencidos na vala séptica reservada ao lixo hospitalar, no aterro sanitário.
O diretor admite que “falta medicamento, não tem como negar, e deve faltar mais uma vez ou outra, principalmente àqueles que a demanda é muito grande”, afirma Harb. Ele lembra que a situação deve se amenizar nos próximos dias, com a chegada dos remédios de uma dispensa de licitação feita em novembro. A expectativa é de que a quantia que hoje enche os estoques seja suficiente para abastecer as farmácias nos próximos dois meses, tempo que deve levar o processo licitatório que está em fase de elaboração para uma compra anual de produtos.

