
Café pode custar quase o dobro em Campo Grande e diferença chega a R$ 21 – Foto: Reprodução
Levantamento do Procon encontrou variação de 88,24% no preço de uma mesma embalagem de 500 gramas; pesquisa avaliou 38 produtos em oito supermercados e atacadistas
O preço de um mesmo pacote de café pode variar mais de R$ 21 em Campo Grande, dependendo do estabelecimento escolhido pelo consumidor. Pesquisa do Procon Municipal encontrou diferença de até 88,24% entre os preços praticados para uma embalagem de 500 gramas do Café do Ponto, que foi encontrada por R$ 23,90 em um estabelecimento e chegou a R$ 44,99 em outro.
O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 4 de setembro e avaliou 38 itens em oito supermercados e atacadistas da Capital. A pesquisa considerou diferentes marcas, tipos e apresentações de café e mostra que comparar os preços antes da compra pode representar uma economia significativa no orçamento doméstico.
No caso do Café do Ponto Tradicional e Extraforte a vácuo de 500g, a diferença entre o menor e o maior preço foi de R$ 21,09. Assim, quem encontra o produto por R$ 23,90 economiza praticamente o valor de uma segunda embalagem em comparação com o consumidor que paga R$ 44,99.
A diferença também é expressiva no Café Tradicional a vácuo de 500g da Três Corações. O produto foi encontrado por R$ 21,90 no menor preço pesquisado e chegou a R$ 37,99 no maior, uma diferença de R$ 16,09. A variação percentual foi de 73,47%, a segunda maior identificada pelo Procon.
Diferença
As diferenças ganham dimensão maior quando o café é comprado regularmente. No caso do Café do Ponto, por exemplo, a escolha pelo menor preço representa uma economia de R$ 21,09 em apenas uma embalagem de 500g.
Se o consumidor comprar dois pacotes do mesmo produto, a diferença entre escolher o menor e o maior preço chega a R$ 42,18. Em quatro embalagens, a economia acumulada seria de R$ 84,36.
Já na comparação entre os preços do Café Três Corações, duas embalagens compradas pelo menor valor custariam R$ 43,80, enquanto a mesma quantidade pelo maior preço chegaria a R$ 75,98. A diferença, nesse caso, seria de R$ 32,18.
Os cálculos consideram apenas os preços registrados na pesquisa e servem para demonstrar como pequenas diferenças por embalagem podem se acumular quando o produto é adquirido com frequência.
Apesar das diferenças encontradas entre alguns produtos, o levantamento também identificou cafés com preços iguais nos estabelecimentos pesquisados.
O Café Rancheiro almofada de 500g, nas versões tradicional e extraforte, foi encontrado pelo mesmo preço de R$ 32,90 nos locais avaliados. O Café Rincão almofada tradicional também apresentou estabilidade, com o pacote de 500g custando R$ 24,90 em todos os estabelecimentos considerados na pesquisa.
A pesquisa incluiu ainda marcas comercializadas exclusivamente por determinados estabelecimentos. Segundo o Procon, a presença dessas opções demonstra a variedade de produtos disponíveis ao consumidor e reforça a necessidade de observar não apenas a marca, mas também o tipo e a apresentação do café antes de decidir pela compra.
Comparação pode reduzir gasto
Para o Procon, a diferença encontrada mostra que pesquisar antes de colocar o produto no carrinho pode fazer diferença no orçamento familiar.
O superintendente do Procon Municipal, José Costa Neto, afirmou que o café é um produto de consumo frequente e que a comparação entre estabelecimentos pode gerar economia para as famílias.
“O café é um produto indispensável na mesa dos campo-grandenses. A nossa pesquisa demonstra que, ao comparar os preços e as marcas disponíveis no comércio, o consumidor obtém uma economia expressiva que ajuda a aliviar o orçamento familiar”, afirmou.
O levantamento também funciona como uma fotografia dos preços praticados no período da coleta. Como os valores podem mudar conforme promoções, reposição de estoque e política comercial de cada estabelecimento, os preços encontrados entre os dias 2 e 4 de setembro não representam necessariamente os valores cobrados atualmente.
