”Se não quebrarmos a cadeia de contaminação, podemos fechar o mês de Agosto com 400 óbitos”, declarou o Secretário de Saúde do Estado de MS, Geraldo Resende, durante a live do boletim estadual do coronavírus . Segundo ele, “O novo normal é mudar de atitude”, e que os próximos 15 dias serão fundamentais para prevenção do vírus.
Demonstrando mais uma vez preocupação com o aumento nos casos da doença em todo o Estado e, principalmente em Campo Grande, o secretário fez um alerta: alguns hospitais da Capital já estão com 100% de ocupação dos leitos de CTI. “Se não adotarmos medidas mais restritivas teremos um cenário muito crítico que ninguém gostaria de ter”, afirmou.

nos próximos 15 dias serão fundamentais para prevenção do vírus – Foto: Divulgação
Não opinião de Resende e da médica infectologista Cristine Maymone medidas restritivas são a única saída para prevenir o contágio e a propagação do vírus. Com 125 novos casos, as internações continuam aumentando em Campo Grande. Atualmente 86% dos leitos de UTI na cidade estão ocupados. “Não nos resta mais recursos humanos”, destacou o secretário.
Casos continuam aumentando
Os dados divulgados neste domingo (16) pela SES atestam que de ontem para hoje foram registrados 294 novos casos em todo Estado. As cidades mais afetadas são: Campo Grande+125; Sidrolândia +33; Aquidauana +26; Dourados +17; Nioaque +14; Três Lagoas +13. O total de óbitos registrados de 28, taxa de letalidade considerada bastante alta, segundo a médica Cristine Maymone.
Além das seis cidades mais afetadas, o controle do vírus nas aldeias indígenas e nas microrregiões de Corumbá é motivo de grande apreensão por parte da Secretaria. No caso dos indígenas a taxa de mortalidade é de 1,7.
Em sua fala na live deste domingo, o secretário foi enfático ao dizer que não entende a recusa das pessoas em seguir as regras. “Penso que a maioria acredita que só pobres, idosos e indígenas são contaminados”, declarou, reclamando também das inúmeras notificações de festas e grandes reuniões em condomínios de luxo na Capital. “A média de casos na última semana subiu para 785 e não 294 como foi divulgado”, afirma.
Boletim Epidemiológico COVID-19 – 2020.08.16 
Números são alarmantes no Brasil e no MS
“São 107 mil óbitos no Brasil e 7,161 em Mato Grosso do Sul, são vidas que se foram e deixaram de contar suas histórias. Não podemos ficar imunes à isto”, reflete o secretário que também fez um apelo aos demais secretários de saúde dos municípios para promovam uma força-tarefa na divulgação dos dados.
Para Cristine Maymone, o número de 36,836 mil casos confirmados em Mato Grosso do Sul é algo impensável. A médica reforçou que as medidas de higiene e isolamento social são imprescindíveis. “E fiquem em casa se puderem”. A doença, segundo ela, é uma triste realidade que se impõe neste momento. “Vamos evitar reuniões sociais, almoços de domingo e, usem máscaras”, reforçou.
Geraldo Rezende fez um apelo contundente para que as pessoas olhem o outro como seu igual. “É preciso respeitar a vida de todos”, diz. Se não houver uma conscientização massiva entre os cidadãos sul-mato-grossenses e principalmente dos campo-grandenses, a situação só tende a piorar. “Cada óbito será debitado em nossa conta”, reclamou o secretário.
