Início » MS tem 17 cidades que devem definir o resultado das eleições de 2026

MS tem 17 cidades que devem definir o resultado das eleições de 2026

por Redacao
0 comentários

Essas localidades concentram cerca de 70% do eleitorado sul-mato-grossense e podem ser decisivas na disputa eleitoral – Foto: Arquivo

Embora a disputa eleitoral aconteça nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, 17 cidades concentram o maior peso eleitoral, econômico e político do Estado.

Juntas, elas reúnem cerca de 70% dos eleitores aptos a votar este ano, tornando-se prioridade nas agendas dos candidatos ao governo, Senado, Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa de MS e Presidência da República.

À frente da lista está Campo Grande, maior colégio eleitoral do Estado, com 640.453 eleitores. A Capital concentra praticamente um terço do eleitorado sul-mato-grossense e exerce forte influência sobre a opinião pública, sendo considerada decisiva para o desempenho dos candidatos em qualquer disputa majoritária.

O segundo maior eleitorado está em Dourados, que tem 166.157 eleitores. A cidade é um dos principais polos do agronegócio, do comércio e do ensino superior, além de exercer influência sobre toda a região da Grande Dourados.

Na região leste, Três Lagoas reúne 88.672 eleitores e se destaca como o maior polo industrial de Mato Grosso do Sul. A economia impulsionada pela indústria da celulose coloca o município entre os principais centros de desenvolvimento do Estado.

Na faixa de fronteira, Ponta Porã, com 70.104 eleitores, e Corumbá, com 67.794, desempenham papel estratégico. Enquanto Ponta Porã concentra debates sobre segurança pública, comércio internacional e integração com o Paraguai, Corumbá é referência no Pantanal, na mineração, no turismo e nas relações comerciais com a Bolívia.

No cone sul, Naviraí, que tem 37.601 eleitores, mantém forte influência política e econômica graças à produção agrícola e à capacidade de irradiar decisões para os municípios vizinhos.

Também na região, Nova Andradina, com 35.690 eleitores, é considerada o principal centro político e econômico do Vale do Ivinhema.

Entre os municípios de maior relevância do agronegócio está Sidrolândia, que soma 35.197 eleitores e reúne uma das maiores produções agrícolas do Estado, além de ter significativa população indígena.

Outro destaque é Maracaju, com 29.854 eleitores, reconhecido nacionalmente pela força da produção de grãos.

No norte do Estado, Coxim, com 26.489 eleitores, é a principal referência política da região, enquanto São Gabriel do Oeste, que tem 23.123 eleitores, destaca-se pela força do agronegócio, especialmente nas cadeias da suinocultura e avicultura.

No Pantanal, Aquidauana reúne 36.437 eleitores e exerce liderança regional, sendo considerada uma das portas de entrada do bioma. Já Bonito, com 19.351 eleitores, e Jardim, com 18.671, ganham importância pela forte vocação turística e pela influência política na região sudoeste do Estado.

Outros municípios estratégicos são Paranaíba, que tem 31.568 eleitores e exerce protagonismo na região leste; Amambai, com 27.249 eleitores, importante centro da faixa de fronteira e com expressiva população indígena; e Rio Brilhante, que soma 26.225 eleitores e figura entre os principais polos da agroindústria sucroenergética de Mato Grosso do Sul.

Juntos, esses 17 municípios reúnem 1.417.635 eleitores, o equivalente a aproximadamente 70% do eleitorado estadual, formado por 2.025.001 eleitores aptos a votar este ano.

Pela concentração populacional, importância econômica e influência política regional, essas cidades tendem a desempenhar papel determinante na definição dos resultados eleitorais em Mato Grosso do Sul.

Análise

A importância dessas cidades também é destacada por Aruaque Fressato Barbosa, diretor e coordenador do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), completando que os 17 municípios concentram um eleitorado capaz de definir as disputas majoritárias em Mato Grosso do Sul.

“Eu considero que essas 17 cidades serão fundamentais para as eleições, porque elas correspondem a cerca de 70% do eleitorado de Mato Grosso do Sul e são municípios-polo. Campo Grande, por exemplo, é o maior colégio eleitoral, com mais de 640 mil eleitores, e influencia politicamente toda a região ao seu redor”, afirmou.

Ele declarou que o mesmo acontece com Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá, Naviraí, Aquidauana, Nova Andradina, Sidrolândia e os demais polos regionais.

Conforme Aruaque, um desempenho expressivo nesses municípios pode ser decisivo para candidatos ao governo do Estado e ao Senado.

“Quem conseguir uma votação forte nessas cidades certamente terá grandes chances de conquistar uma vaga. É claro que os outros municípios, que representam cerca de 30% do eleitorado, também têm importância, especialmente nas eleições proporcionais para deputado estadual e deputado federal. Mas, nas disputas majoritárias, esses 17 municípios são estrategicamente fundamentais para a vitória”, analisou.

O diretor e coordenador do IPR explicou que a definição desses municípios também orienta a metodologia das pesquisas eleitorais.

“Quando realizamos pesquisas registradas, priorizamos essas cidades porque entendemos que elas representam a realidade política de Mato Grosso do Sul”, argumentou.

Aruaque completou que, ao mesmo tempo, cada região tem suas particularidades. “O eleitor de Corumbá tem características diferentes do eleitor de Dourados, de Três Lagoas ou da região do Pantanal. Cada região tem uma dinâmica própria, mas, do ponto de vista estratégico, focar nesses municípios é essencial para compreender o cenário eleitoral”, concluiu. Fonte: Correio do Estado

 

 

 

Você Pode Gostar

Deixe um Comentário