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Seguidores da umbanda e candomblé discutem intolerância em Campo Grande

por Redacao
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Na tentativa de serem respeitados e não “taxados”, os seguidores de umbanda e candomblé se reuniram ontem (27), para discutirem sobre direitos, relatar experiência e “frear” a intolerância religiosa em Campo Grande. Foi o 1º encontro “Mede igbagb?” – Filhos da Fé – na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). A ideia é fazer do conhecimento o caminho para a compreensão e aceitação do que se é tido como diferente.

A proposta era reunir o público jovem de terreiro para falar as diversas barbáries que acontecem e juntos construírem mecanismos para atender a todos os adeptos das religiões de matrizes africanas. Foi um dia de debate e teve palestra contando sobre a religião e suas histórias, relatos e dos fieis, informações sobre direitos, políticas públicas, aberto para perguntas e respostas.

Seguidores de Umbanda e Candomblés discutiram sobre preconceito e aceitação – Foto: Alexsander Soares

“O jovem movimenta a massa da intolerância. Tem muito preconceito, se anda na rua de branco com sua guia as pessoas te julgam. Olham e falam que é macumbeiro, satanista, coisa que não pertence a nossa religião, é uma série de situações que a gente se preocupa. O intuito é se defender e ter um respaldo governamental e da sociedade”, explicou um dos organizadores do evento, Juan Raphael Martinez.Ele é umbandista e relata que a intolerância vem de religiões que tentam prevalecer. “Atacam algo que não têm conhecimento. Nós umbandista acreditamos em Jesus, nas energias africanas. O nosso trabalho é dado pela manifestação de espíritos, que trazem seus conhecimentos, uns aborígenes, outros espíritos de escravos que mandam para dar uma palavra de cura, orientação para vida da pessoa”, contou.

Nessa semana ocorreu o encontro ecumênico, que reuniu sacerdotes de matrizes africana, padres e pastores para falar sobre religião. “Queremos ajustar uma fala, mostrar o que está acontecendo, olhar a realidade um do outro, e com isso ter diálogo. Queremos respeito no que a gente acredita”, destacou.

A também umbandista, mãe Elsa de Iemanjá, zeladora de terreiro há anos e falou que já foi chamada de macumbeira. “Feiticeira também, mas nunca me importei, pois desde os 9 anos de idade, aprendi a respeitar. O que falam não me atinge, porém afeta mais meus filhos de santo. Experiência é muito válida, é importante ter conhecimento”, frisou.

O advogado, Diego Rocha, 30 anos, participou do evento e explicou sobre os direitos dos centros em relação as demais religiões e os problemas que enfrentam. Há 8 anos como seguidor, abriu um terreiro. “Falei sobre os direitos das casas de axé, dos terreiros de Umbanda e Candomblé porque a maioria não é regularizada, mas quando adota essa legalidade ganha acessibilidade aos direitos”, disse. Com informações do Campograndenews

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