O governo de Jair Bolsonaro é aprovado por 33% dos brasileiros, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira. Este é o índice de entrevistados que consideram ótimo ou bom o desempenho do presidente nesses primeiros seis meses de gestão. Para outros 31%, a administração de Bolsonaro é considerada regular e, para outros 33%, ruim ou péssimo, números próximos aos apresentados pelo instituto há três meses.

Expectativa positiva em relação ao governo teve redução – Foto: Reprodução
De acordo com a enquete, a avaliação está entre as piores no período analisado desde o governo de Fernando Collor de Mello, em 1990. Ao fim dos primeiros seis meses do governo, Collor era reprovado por 20%, enquanto 34% avaliavam como ótima ou boa sua gestão. Os outros presidentes desde então (Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff ) tiverem avaliação superior.
Ainda segundo a pesquisa, para 61% dos entrevistados, Bolsonaro fez menos do que se esperava na Presidência nos últimos meses. Outros 22% veem seu desempenho como previsível e 12%, acima das expectativas.
Em relação à expectativa positiva em relação ao seu governo, 51% dos entrevistados preveem uma administração ótima ou boa contra 59% da pesquisa anterior. Os que acham que seu governo será regular subiu de 16% para 21%. Os que acham sua passagem pela Presidência será ruim ou péssima se manteve dentro da margem (23% para 24%).
Saúde e Educação
Quando levado em conta os problemas que o Executivo pode resolver, o gargalo na educação foi o que mais subiu no ranking (10% em abril para 15% agora) seguido por segurança (19%), saúde (18%), desemprego (14%) e economia (8%). Em relação à preocupação com a corrupção houve uma queda brusca de 20% dos que achavam o tema prioridade para o país na pesquisa anterior para 7% na atual.
Entre os que classificaram seu comportamento adequado para exercer o cargo que ocupa 22% aprovam contra 27% da pesquisa anterior. Os que reprovam seu comportamento oscilou de 23% para 25%.
A enquete, feita entre 4 e 5 de julho, ouviu 2.860 pessoas com mais de 16 anos, em 130 cidades e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais. Com informações do O Globo
