A secretária adjunta de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luana Ruiz Silva Figueiredo, virou motivo de deboche nacional ao contrariar a história oficial e garantir que “os índios não foram os primeiros habitantes do Brasil”. Ela é advogada de Mato Grosso do Sul e se apresenta como amiga da titular da pasta, Tereza Cristina Dias.

Amiga da ministra Tereza Cristina, diz que versão da história oficial sobre índios é falsa – Foto: Reprodução
A polêmica começou no domingo (3) com a publicação de nota na coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Sites e blogs de esquerda e internautas repercutiram e ridicularizaram a tese de Luana. A advogada é contra a demarcação de terras indígenas. Além de contestar a secular versão oficial da história, de que eles foram os primeiros a chegar ao Brasil, a secretária adjunta disse que os índios sul-mato-grossenses estão obesos, com pressão alta e diabetes.
Conforme o site O Jacaré, na versão da secretária adjunta, os índios expulsaram os primeiros habitantes no Brasil e, por isso, mereceram ser expulsos pelos europeus, que chegaram depois. A Constituição garante o direito à terra aos indígenas porque os considera os primeiros brasileiros.
Presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira, pesquisador e professor universitário, Jorge Eremitas de Oliveira, contestou a versão da advogada em artigo publicado no blog O Cafezinho.
Apesar da ministra garantir que não haverá retrocesso na política de demarcação de áreas indígenas, toda a equipe do Ministério da Agricultura, que assumiu a função da Funai, é contra as revindicações indígenas.
Com aproximadamente 80 mil índios, Mato Grosso do Sul possui várias áreas em conflito e a situação pode piorar. O Ministério Público Federal firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Fundação Nacional do Índio em 2007, que previa a realização de estudos para identificar 39 novas áreas indígenas.
