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Redução da alíquota do ICMS do Diesel em MS segue à sanção do Governo

por Redacao
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Na Ordem do Dia, os deputados estaduais analisaram em regime de urgência o Projeto de Lei (PL) 110/2018, de autoria do Poder Executivo, que trata da redução da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Diesel. A proposta, foi envidada nesta manhã (5) pelo Poder Executivo para a Casa de Leis, com o objetivo de reduzir os impactos causados pelo movimento de paralisação dos caminhoneiros, que atingiu Mato Grosso do Sul e todos os Estados da Federação. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Junior Mochi (PMDB) convocou todos os deputados para a entrega do projeto de lei aprovado na governadoria nesta tarde.

“A insatisfação do brasileiro com o modelo que aí está é enorme” disse o deputado estadual Zé Teixeira (PT), 1º secretário da Assembléia Legislativa

Em primeira discussão, a matéria obteve parecer favorável à sua tramitação por unanimidade da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). O deputado Barbosinha (DEM), relator da matéria na Comissão, explicou o motivo do parecer. “A matéria é de competência do Poder Executivo e do ponto de vista constitucional está correta, pois, por estarmos em ano eleitoral, esta redução não pode ser feita por meio de Decreto, e sim de um projeto de lei, já que o impacto do preço do Diesel afeta violentamente o Estado. Hoje é um dia muito importante em que a Assembleia Legislativa atende a reivindicação popular, dando celeridade a esta votação”, informou.

Já em segunda discussão, a Comissão de Finanças e Orçamento e a Comissão de Serviço Público, Obras, Transporte, Infraestrutura e Administração também aprovaram por unanimidade a tramitação do projeto. O relator da Comissão de Finanças e Orçamento, deputado estadual João Grandão (PT), fez um requerimento no parecer para que fosse apresentado em 15 dias o relatório do impacto orçamentário à Casa de Leis.

Os parlamentares se manifestaram na segunda discussão da proposta. “Nós, da oposição, entendemos o que as manifestações significam e não podemos ter outra posição, senão aglutinar forças e votar favoravelmente à tramitação do projeto de lei para não prejudicar o setor produtivo. Que essa redução da alíquota do ICMS possa chegar a agricultura familiar”, considerou o deputado João Grandão.

O deputado estadual Amarildo Cruz (PT), 2º secretário da Casa de Leis, destacou sua opinião quanto ao assunto. “Minha posição é clara em relação à política dos incentivos fiscais. O governo novamente traz este assunto a pauta, mas o que me preocupa é a política desastrosa do Governo Federal que trouxe este projeto a Casa de Leis, já que o que estava por trás das últimas manifestações populares foi um descontentamento com o Estado em geral. Se pararem novamente, precisaremos tomar uma atitude”, enfatizou.

Já o deputado estadual Zé Teixeira (PT), 1º secretário da Assembleia Legislativa, ressaltou que não existe democracia sem responsabilidade. “A insatisfação do brasileiro com o modelo que aí está é enorme. Não há fiscalização, pois o País é democrático, mas o mercado é livre. A lei que será aprovada hoje irá refletir apenas 20% no valor do diesel, e os brasileiros acabam bancando para não atrapalhar a saúde da Petrobrás, não modificando sua política. Os seis meses da lei anterior não contribuíram em nada nem com o setor produtivo, nem com o caminhoneiro, Precisamos de uma lei definitiva com esse governo e com os que virão pois quem sustenta o Brasil ainda é o agronegócio que depende do diesel para produzir e para transportar, parabéns pelo governador Reinaldo Azambuja [PSDB] entender que tinha que voltar a esta conversa neste momento executar a redução por prazo indeterminado”, constatou.

 

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