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PCC convoca integrantes para “alerta geral” em MS

por Redacao
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Comunicado que circula entre membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) pede para que os integrantes da facção em todos os Estados fiquem em “estado de alerta” diante de algumas situações ocorridas na Penitenciária Federal de Campo Grande.

O Dourados News teve acesso ao documento denominado “comunicado geral sistema e rua” onde é relatado a existência de uma greve de fome entre os presos naquele local.

PCC faz críticas a tratamento dado em presídio federal – Foto: Reprodução

“Deixamos todos cientes que nossos irmãos e companheiros que estão na Penitenciária Federal de Campo Grande estão fazendo uma greve de fome há duas semanas”, diz parte do texto.

Os internos alegam que falta de atenção jurídica e médica no local e também pedem o retorno a seus Estados de origem após cumprimento do tempo determinado por lei.

Além disso, eles relatam que a comida servida no estabelecimento penal é “azeda e falta respeito com familiares”.

Na carta é relatada ainda agressões sofridas pelos presos que estão no local, e existe a afirmação que não será admitido tal comportamento, convocando os membros a ficar em estado de alerta.

“Convocamos todos irmãos e companheiros de todos os Estados para estarem em alerta pois não iremos admitir que nossos irmãos e companheiros sejam agredidos e tratados da forma que estão sendo e pedimos atenção do juiz federal para que vá até as unidades e escutem os reeducandos que lá se encontram vivendo sobre total opressões e maus tratos (sic)”.

Por fim, o tom citado é de ameaça. “Deixamos as autoridades dos Estados cientes que se caso os internos venham perder a vida sem ao menos ter sido escutados iremos fazer dos estados um caos sem trégua”, finaliza, assinando o nome da facção.

O comunicado é datado de terça-feira (17/4).

O Dourados News entrou em contato com a Penitenciária Federal da Capital em busca de um posicionamento e foi informado que os servidores não estavam autorizados a comentar nada sobre o que ocorre no local.

A reportagem também procurou o Ministério da Justiça e encaminhou e-mail ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional), porém, até a publicação da matéria não obteve retorno. Com informações do Douradosnews

 

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