
Aviões no Aeroporto Internacional de Campo Grande, que concentra a maior parte dos voos previstos para novembro em Mato Grosso do Sul – Foto: Arquivo
Mato Grosso do Sul contrariou o movimento nacional de redução da oferta de voos domésticos para novembro. Enquanto as companhias aéreas diminuíram a programação no país, em meio à pressão dos custos operacionais, especialmente do querosene de aviação, o Estado registrou crescimento de 4% na quantidade de voos previstos para o mês, na comparação entre os registros de abril e outubro.
Levantamento do Campo Grande News, com base em dados do Siros (Sistema de Registro de Operações), da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mostra que, em 30 de abril, estavam programados 1.048 voos domésticos regulares de passageiros com origem ou destino em aeroportos sul-mato-grossenses para novembro. Na atualização de 28 de outubro, esse número passou para 1.090, acréscimo de 42 operações.
Levantamento do Campo Grande News, com base em dados do Siros (Sistema de Registro de Operações), da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mostra que, em 30 de abril, estavam programados 1.048 voos domésticos regulares de passageiros com origem ou destino em aeroportos sul-mato-grossenses para novembro. Na atualização de 28 de outubro, esse número passou para 1.090, acréscimo de 42 operações.
Campo Grande concentra maior parte dos voos
O Aeroporto Internacional de Campo Grande responde pela maior parcela da movimentação prevista. Na base de abril, eram 902 operações programadas para novembro, entre partidas e chegadas. Em outubro, o número chegou a 914, crescimento de 1,3%.
A Capital concentra conexões com importantes centros de distribuição de passageiros do país, como Guarulhos, Congonhas, Campinas, Brasília e Confins. Na programação mais recente, também aparecem voos entre Campo Grande e o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Bonito apresentou aumento de 60 para 68 operações, avanço de 13,3%. O destino turístico aparece nas bases com ligações a aeroportos paulistas, mantendo conexões com um dos principais mercados emissores de visitantes para Mato Grosso do Sul.
Já Dourados registrou movimento contrário. A previsão caiu de 60 para 56 voos, redução de 6,7%. A ligação identificada nos registros é com o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.
Ponta Porã manteve a programação de 26 operações, enquanto Três Lagoas não apresentou voos domésticos regulares de passageiros previstos para novembro em nenhuma das duas bases analisadas.
A mudança amplia a oferta prevista de transporte aéreo para a região pantaneira, onde as conexões com outros centros são importantes para o turismo e os deslocamentos de moradores e empresários.
Isso não significa, entretanto, que os voos já tenham sido realizados. Os dados do Siros representam a programação informada pelas companhias aéreas em cada data de referência e podem sofrer alterações.
Oferta de assentos também cresce
Além da quantidade de voos, o levantamento identificou crescimento da capacidade prevista nos aeroportos sul-mato-grossenses. Considerando apenas os assentos ofertados nos voos de partida, a programação passou de 87.602 lugares na base de abril para 93.495 em outubro. O acréscimo foi de 5.893 assentos, equivalente a 6,7%.
O crescimento superior ao registrado na quantidade de operações indica que a capacidade média prevista por partida também aumentou. A diferença pode estar relacionada a mudanças nos modelos de aeronaves utilizados e na distribuição das frequências, mas a identificação das causas exige uma análise específica da frota programada.
Querosene pressiona planejamento das companhias
A revisão da programação ocorre em um cenário de pressão sobre os custos das empresas aéreas, especialmente em razão do preço do QAV (querosene de aviação), um dos principais componentes das despesas operacionais do setor.
Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, com informações da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), apontou que o aumento do combustível levou à revisão da previsão nacional de voos domésticos para novembro.
A comparação das bases do Siros mostra, entretanto, que o movimento não foi uniforme entre os estados. No caso de Mato Grosso do Sul, a inclusão de operações em Corumbá e os aumentos em Campo Grande e Bonito mais do que compensaram a redução registrada em Dourados. Fonte: Campo Grande News

