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China se consolida como maior parceiro comercial do agro de Mato Grosso do Sul

por Redacao
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ato Em 2024 o presidente Lula e o governador Eduardo Riedel prestigiaram ato de habilitação de mais 38 plantas frigoríficas em Campo Grande ,  para o incremento das exportações tanto de Mato Grosso do Sul quanto do Brasil para o mercado chinês- Foto: Divulgação

O tarifaço norte-americano de 25% a muitos produtos exportados pelo Brasil não prejudicou Mato Grosso do Sul no mês passado. Pelo contrário, em julho, o Estado teve recorde de exportações, vendendo US$ 1,3 bilhão em produtos para outros países, com destaque para a China, que reforçou ainda mais sua parceria com o agro e com a indústria de MS.

No mês de julho, a China comprou nada menos que 42,9% dos produtos de Mato Grosso do Sul exportados para outros países, aumentando sua participação nas exportações locais em dois pontos porcentuais. Em termos financeiros, o gigante asiático comprou nada menos que US$ 542,8 milhões em produtos sul-mato-grossenses, US$ 10,7 milhões a mais do que no mês anterior.

O valor de US$ 1,3 bilhão, vendido por Mato Grosso do Sul em julho, foi o recorde para um único mês em toda a história do Estado. Os valores ultrapassaram os dois melhores meses até então para as exportações locais: maio de 2023, quando o Estado vendeu US$ 1,2 bilhão, e junho deste ano, quando o volume comercializado também foi de US$ 1,2 bilhão.

Os Estados Unidos, que impuseram ao Brasil tarifaço que passou a ter vigência no mês passado, foram o segundo maior parceiro comercial de Mato Grosso do Sul, destino de 6,6% das exportações locais, equivalente a US$ 83 milhões. Aliás, no mês do tarifaço, o país governado por Donald Trump elevou as compras de Mato Grosso do Sul em US$ 83 milhões.

A explicação para este aumento está nas compras de celulose, item que os norte-americanos costumam importar de fábricas brasileiras localizadas no estado do Maranhão. A carne bovina, outro item muito comprado pelos EUA, assim como a celulose, estão livres do tarifaço de Donald Trump.

Os outros grandes parceiros de MS no mês passado, nesta ordem, foram Países Baixos (Holanda), que comprou US$ 61,8 milhões do Estado (4,9% das exportações); Itália, que comprou US$ 56,4 milhões (4,9% das exportações) e – surpreendentemente – a Índia, país que comprou US$ 40,1 milhões do Estado.

Itália e Holanda compraram muita celulose de Mato Grosso do Sul, e a Índia, gorduras vegetais. A China, por sua vez, compra de tudo do Estado, sobretudo produtos do agronegócio, como soja e carne bovina, além da celulose, produto industrializado, mas cuja fonte primária são as florestas plantadas.

Detalhamento

A China reafirmou sua posição como o parceiro comercial mais importante para o Estado, liderando com folga as importações em três frentes principais. No mês de julho, o gigante asiático adquiriu US$ 261,3 milhões em soja, além de investir US$ 193,5 milhões na compra de celulose sul-mato-grossense.

O país também foi o principal destino da carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, totalizando US$ 74,5 milhões, o que demonstra a dependência mútua e a relevância da produção estadual para a segurança alimentar e industrial chinesa.

 

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