
Deputados Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane – Foto: Arquivo
Os deputados estaduais do PT na Alems (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul) discutem a possibilidade de apresentar requerimento de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar os contratos milionários da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de MS).
Líder da bancada, Gleice Jane disse ao Jornal Midiamax que aguarda resposta da CNI (Confederação Nacional da Indústria) ao requerimento do deputado federal Vander Loubet para poder levar a proposta para frente.
“Eu acho que tem resistência e justamente pelo fato de ter resistência que a gente vai precisar ter conteúdos mais robustos para poder instalar. Porque, daí, a gente tendo conteúdos robustos, fica difícil para os parlamentares também se negarem a querer abrir uma CPI”, avaliou.
Para a parlamentar, ainda que a Fiems não seja uma entidade pública, exerce papel relevante na sociedade e deve ser questionada.
“A nossa ideia é fazer algo com seriedade. Não é só fazer barulho político, mas é realmente porque a Fiems é estratégica no desenvolvimento econômico do Estado. Então a gente não pode, embora ela não seja vinculada diretamente, não seja uma parte do Estado, ela é uma estrutura importante no desenvolvimento local. Então, diz respeito à vida de todo mundo no Estado, por isso que a gente está preocupado com essa situação”, concluiu Gleice.
Zeca do PT disse que já teria também a assinatura do deputado estadual João Henrique Catan (PL), e a meta é atingir o mínimo de oito para prosseguir. “Se tiver número mínimo, nós assinamos na hora para tramitar. Agora, eu acho, falei para a nossa líder, que nós vamos encaminhar também o Ministério Público Federal, porque é recurso federal. Não sei se cabe uma CPI aqui”, avaliou.
Já Pedro Kemp foi mais cauteloso e disse que a investigação deveria ser do MPF. “Neste caso, caberia ao Ministério Público Federal investigar. E meu entendimento, por enquanto, é que não caberia à CPI. E por isso que nós optamos por fazer um requerimento à CNI de informações, para que, com as informações em mãos, a gente possa estudar qual seria o próximo passo. Mas, por enquanto, neste momento, acredito que não cabe uma CPI”, disse.
Apesar disso, ele defende que a Fiems seja investigada. “A investigação tem que acontecer. E vamos aguardar a resposta deste requerimento da CNI”, afirmou, destacando que o prazo de resposta é de 15 dias. Fonte: Midiamaxuol

